A população brasileira chegou a 195,2 milhões de habitantes em 2011, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada sexta-feirae (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As pessoas com 60 anos ou mais de idade já representam 12,1% da população total. A Pnad 2011 confirmou a tendência de envelhecimento da população brasileira. Em relação a 2009, o número de brasileiros com 29 anos ou menos diminuiu, enquanto aqueles com 30 anos ou mais aumentaram. De acordo com o IBGE, 23,3% da população tinham até 14 anos em 2011, 16,9% de 15 a 24 anos e 47,8% entre 25 e 59 anos.
A pesquisa também mostrou que 47,8% dos brasileiros se declararam brancos, 43,1% disseram se considerar pardos e 8,2% pretos. Os índios representam 0,4% da população e os amarelos, 0,6%. A Região Norte concentra a maioria dos pardos (67,9%) e também dos indígenas (1,6%) entre a população regional, enquanto o Nordeste tem a maior concentração de pretos (10,5%). A região com maior número de brancos é a Sul (77,8%). Já as regiões Sudeste e Centro-Oeste são aquelas que concentram a população de amarelos (0,7%).
Segundo a Pnad, 57,1% dos brasileiros com 15 anos ou mais idade viviam em algum tipo de união conjugal, enquanto 21% estavam separados e 22% eram solteiros. Quase 60% dos homens viviam em união, contra 54,8% das mulheres. Na reta final da campanha eleitoral, nenhum candidato apresentou, até agora, propostas para preparar nossas cidades para oferecerem melhor condição de vida para aqueles que garantiram a nossa sobrevivência até hoje: nossos pais e avôs!
Os que conseguiram emprego e se aposentaram pelo INSS, amargam a redução paulatina do se poder de compra, enquanto os preços dos remédios sobem muito além da inflação e da correção do salário mínimo. Ao mesmo tempo, nossos governantes, mesmo os que já passaram dos 50, assistem, passivamente, a construção de todo o tipo de barreira à caminhada diária do idoso, seja pela implantação de jardineiras sem plantas, seja pelas calçadas sem conservação ou desniveladas. Na área de Saúde, a geriatria é a última das carreiras médicas, embora todo médico certamente sonhe viver muito além dos 60 anos. Mesmo os que conseguiram, na juventude, adquirir um Plano de Saúde, enfrentam toda sorte de obstáculos impostos pelas operadoras, que visam o lucro acima de tudo e de todos, sem que a Agência Nacional de Saúde Complementar assuma o seu papel de árbitro entre os interesses corporativos das operadoras e o direito dos consumidores.
O Brasil está envelhecendo, mas, nós, os velhos, não contamos com o apoio de defensores capazes de imaginarem alguma política que garanta aos maiores de 60 alguns dos mais modestos objetos de desejo, como o de caminhar pelas calçadas da vizinhança sem o risco de tropeçar numa jardineira ou torcer o tornozelo ao pisar num buraco!


