O Corpo de Bombeiros do Rio recebeu na última sexta-feira (14) um veículo de combate a incêndio dotado de jatos de dióxido de carbono (CO2) líquido, que reduz o tempo de combate ao incêndio. De acordo com um dos coordenadores do projeto, Moacyr Duarte, a tecnologia tem vantagens sobre os equipamentos tradicionais. O veículo será testado nas próximas semanas em situações reais de combate a incêndio. “É uma alternativa nas periferias, cidades de médio porte sem redes adequadas de distribuição de água, ou em locais de restrição de água.
O veículo tem potencial de aplicação em museus, por exemplo, pois o jato não gera o dano que a água gera", explicou ao ressaltar que os canhões expulsam a fumaça e baixam a temperatura imediatamente, pois até 60% dele vira gelo seco. “E o jato é airado e não sufoca ninguém", contou.
A tecnologia foi desenvolvida pelo Grupo de Análise de Risco Tecnológico e Ambiental do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), em parceria com a empresa Cdiox Engenharia. O projeto custou R$ 7 milhões e recebeu financiamento de R$ 5,5 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos e apoio da White Martins, que adaptou o veículo para o uso da tecnologia. “Parte do dinheiro foi para a construção das instalações destinadas aos testes, compra de instrumentos, como analisadores de gás, termografia de alta resolução", explicou o coordenador.
A tecnologia não é a mais apropriada para combater incêndios florestais, devido às distâncias e dificuldades do terreno. O caminhão, porém, poderá proteger as edificações quando um incêndio florestal se aproximar delas. A Coppe solicitou o registro de patente da tecnologia nos Estados Unidos e pretende exportar o veículo.


