A inflação medida pelo Índice de preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), na segunda semana de junho, apresentou variação de 0,36% - queda de 0,1 ponto percentual em relação à taxa da semana anterior. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Cinco das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram decréscimo, sendo que a maior contribuição veio do grupo alimentos (caiu de 0,39% para 0,06%). Também sofreram quedas os grupos transportes (0,31% para 0,19%), habitação (0,56% para 0,54%), saúde e cuidados pessoais (0,60% para 0,53%) e despesas diversas (1,1% para 1,06%).
Entre os itens que registraram maiores variações, estão a tarifa de ônibus urbano (de 0,54% para 0,14%), a eletricidade residencial (de 1,92% para 0,89%), os medicamentos em geral (de 0,57% para 0,4%) e o jogo lotérico (de 9,55% para 8,31%). Apresentaram alta os grupos vestuário (de 0,17% para 0,35%), educação, leitura e recreação (de 0,62% para 0,64%) e comunicação (de 0,18% para 0,2%). Destacaram-se as roupas (de 0,03% para 0,4%), hotel (de 2,57% para 4,13%) e mensalidade de televisão por assinatura (de 0,08% para 0,28%).
IPCA - A expectativa de Inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem leve queda na avaliação de analistas e investidores do mercado financeiro. A projeção está no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), passando de 6,47% para 6,46%. A queda da inflação vem acompanhada na redução do crescimento da economia. Para o mercado financeiro, o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar o ano em 1,24% ante 1,44% projetado anteriormente e a projeção da produção industrial despenca de 0,96% para 0,51%.
Não houve alteração nas estimativas para o câmbio no fim do ano, com R$ 2,40, e para a taxa básica dos juros (Selic), com 11% ao ano. A dívida líquida do setor público foi reduzida de 34,85% para 34,70% do PIB. Os preços administrados, insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público, permanecem com reajuste de 5% em 2014. Não houve mudança também na projeção do déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas brasileiras, que permaneceu em US$ 80 bilhões. Nessa conta, o saldo da balança comercial caiu de US$ 2,25 bilhões para US$ 2 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos, permanecem em US$ 60 bilhões. (Agência Brasil)


