A inflação continua sob controle e vai encerrar 2014 dentro dos limites da meta, na avaliação do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que participou no último dia 5 de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A meta de inflação tem como centro 4,5% e limite superior de 6,5%. Para o mercado financeiro, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar o ano próxima do teto, em 6,39%.
O presidente do Banco Central (BC) assinalou que a inflação no Brasil tem que ser mais baixa, mas considera que não há descontrole nenhum dos preços. Segundo Tombini, desde março, há desinflação para o consumidor e, principalmente, nos preços do atacado. Em apresentação na CAE, Tombini também ressaltou que não há “contradição ou incompatibilidade" entre as medidas do BC de injeção de até R$ 45 bilhões para bancos emprestarem aos clientes e a ação de controle da inflação. Tombini também avaliou que a economia brasileira e os investimentos devem apresentar ritmo de expansão em 2014 menor do que no ano passado.
SEM CRISE - Para Tombini, não há que se falar em crise na economia brasileira, que está com menor nível de desemprego e com inflação sob controle. Ele foi questionado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) se o país não estaria passando por um período de estagflação (combinação de estagnação da economia com preços em alta). Ele ponderou que a inflação acumulada em 12 meses tende a se mostrar ainda em patamares elevados, devido ao realinhamento das taxas de câmbio de economias emergentes e avançadas e entre preços administrados e livres.
- Para combater essas e outras pressões de preços, a propósito, as condições monetárias foram apertadas [aumentos da Selic], e os efeitos da elevação da taxa Selic sobre a inflação, em parte, ainda estão por se materializar - ressaltou Tombini. Sobre os investimentos, Tombini avaliou que após "significativa expansão" de 5,2% em 2013, está havendo uma certa acomodação. “Mas, no acumulado dos últimos quatro trimestres findos em março, a expansão alcança 4,1%. Prospectivamente, minha avaliação é que o desempenho da formação de capital [investimentos] este ano será menos favorável do que o observado em 2013", acrescentou.
Tombini também prevê que a economia brasileira deverá crescer em ritmo menor este ano, em relação a 2013. “O ritmo de expansão da atividade econômica em 2014 tende a ser menos intenso do que o observado no ano passado, mostrando moderação, [ficando] próximo da estabilidade no primeiro semestre, e recuperação ao longo do segundo semestre deste ano", disse. Ele acrescentou que “em horizonte mais amplo, uma vez vencido o atual ciclo de ajustes, o ritmo de crescimento tende a retornar para patamares mais próximos do crescimento do produto potencial". (Agência Brasil)


