O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, admitiu nesta segunda-feira (16) que a política de não repassar a volatilidade do preço do barril de petróleo ao mercado nacional contribuiu para o prejuízo de R$ 95 milhões no setor de abastecimento, no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Petrobras, nesse período, o preço do barril de petróleo do tipo brent aumentou 37%, sem que houvesse repasse desse aumento para o consumidor brasileiro. No primeiro trimestre do ano passado, o setor de abastecimento havia tido um lucro de R$ 1,1 bilhão. O aumento do preço do petróleo no mercado internacional nos últimos meses tem sido provocado, principalmente, pela instabilidade política nos principais centros exportadores de petróleo no mundo: o Norte da África e o Oriente Médio.
- O efeito fica no abastecimento e isso vai existir enquanto a diferença continuar acontecendo no mercado internacional. Se houver tendência de estabilidade do preço internacional, isso pode levar a um reajuste [dos derivados]. Se houver manutenção da incerteza [do preço do petróleo no mercado internacional], o resultado do abastecimento refletirá essa instabilidade - disse Barbassa. Apesar do prejuízo específico na área de Abastecimento, a empresa teve um lucro recorde de R$ 10,98 bilhões no primeiro trimestre deste ano, segundo balanço divulgado dia 13. Entre os fatores que contribuíram para isso, está o aumento de 7% na venda de combustíveis. Segundo Barbassa, o resultado mostra que a empresa está executando bem seus projetos.
MARCA - A Petrobras recebeu dia 13 o prêmio de empresa da América Latina com a melhor colocação no ranking das cem marcas mais valiosas do mundo. O levantamento foi realizado pela agência americana de pesquisa de marketing Millward Brown. De acordo com a pesquisa, o valor da marca Petrobras cresceu 39% entre 2010 e 2011 e alcançou US$ 13,4 bilhões, levando a Companhia à 61° posição entre as mais valiosas do mundo (subindo 12 posições em relação ao ranking anterior), à frente de Pepsi, British Petroleum, Samsung, Siemens, Petrochina e Sony. No Brasil, a Petrobras ficou em primeiro lugar, à frente de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Natura. O levantamento da consultoria é feito há 13 anos e tem como base as entrevistas de dois milhões de consumidores de 30 países.


