O corpo do advogado Fernando Félix Ferreira, de 30 anos, desaparecido em Duque de Caxias desde o dia 23 de maio último, foi enterrado na tarde sábado (4), no Cemitério Nossa Senhora do Belém, no Corte Oito, em Duque de Caxias. O corpo foi depositado sob forte emoção no jazigo 7048 da quadra 04, às 15h, sob forte emoção, depois de ter sido velado por duas horas. Mais de 500 pessoas compareceram. O corpo da vítima, encontrado dentro um buraco coberto por cimento, nos fundos de um velho prédio na Rua Professora Maria José Machado, no bairro Engenho do Porto, na manhã da última sexta-feira (3), foi serrado antes pelo assassino, identificado como Silas Peixoto de Carvalho, de 55 anos, que morava no imóvel. Ele foi preso e confessou o assassinato, dizendo que matou por causa de uma dívida. A família do advogado, porém, desconfia dessa versão. “Ele nunca teve dívida com Silas. Nunca teve intimidade ou proximidade com Silas", afirmou o advogado Claudio Félix, pai da vítima.
A Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Estado do Rio de Janeiro, informou que, por meio de sua Comissão de Segurança Pública, vai acompanhar o caso, a fim de auxiliar nas investigações policiais e dar apoio jurídico à família da vítima, colocando advogados à disposição. A entidade lamentou a morte do advogado Fernando Félix Ferreira, "que foi vítima de um crime bárbaro", e se solidarizou com a família e amigos.
Segundo o pai da vítima, também advogado, o assassino era cliente de Fernando Félix e tinha duas causas na Justiça: uma cível e outra trabalhista. Na hora da prisão, Silas confessou e apontou para o local onde estava o corpo. Para a polícia, ele disse matou por causa de uma dívida. “Ele confessou todo o crime, que ele teria matado o Fernando Félix porque ele era seu advogado e havia emprestado a ele R$ 1 mil e estaria cobrando esses R$ 1 mil", disse o delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídio da Baixada Fluminense (DHBF).
A vítima saiu de casa para encontrar um corretor de imóveis e não voltou. O carro dele foi encontrado, no mesmo dia, a 500 metros da casa de Silas. Mesmo depois de matar o advogado, o assassino ainda tentou extorquir dinheiro do pai da vítima. Ele mandava bilhetes pedindo resgate. Num deles, ele exigiu R$ 100 mil em notas de R$ 100 e R$ 50. E ainda ameaçou: "Tenho contato dentro polícia, fico sabendo de tudo", dizia o bilhete. Silas e um comparsa foram presos por policias disfarçados quando iam receber o suposto resgate.


