O novo comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias Ferreira, tomou posse na terça-feira (25) dizendo que será feito um estudo para remodelar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ferreira estava na reserva da PM e afirmou que ainda não está claro o que precisará ser mudado no setor, mas que é preciso remanejar recursos e fazer mais com menos.
"Nossos recursos são limitados", adiantou o militar, que só vai começar a promover mudanças na corporação a partir da próxima segunda-feira, após o segundo turno das eleições, que já tem o seu planejamento de segurança assegurado. A partir da semana que vem, serão mudados nomes na equipe. Inicialmente no escalão tático da corporação e depois nos cargos de execução, para tentar reverter o aumento dos índices de criminalidade registrados este ano.
O novo comandante disse que a redução de mortes de policiais militares e civis será um de seus objetivos na função, já nos primeiros dias. Sobre mortes em confronto com a polícia, Ferreira disse que "é preciso ter em mente que quem enfrenta a polícia corre risco de morrer". Em seu discurso de posse, ele prometeu rigor com PMs que cometem crimes, afirmou que a polícia não é a única responsável pela segurança pública e disse que o país enfrenta uma situação grave. (Agência Brasil)
No último dia 17, tomou posse como secretário de Segurança Roberto Sá, ex-subsecretário de Planejamento e Integração Operacional na gestão de José Mariano Beltrame. Segundo Sá, as ações em sua gestão vão privilegiar o combate à criminalidade e a valorização do profissional de segurança pública, que poderá dar a sua contribuição nas discussões da pasta estadual. O novo secretário anunciou ainda medidas que serão implantadas de imediato. Entre as ações estratégicas estão a adoção de reuniões periódicas de avaliação de desempenho dos indicadores de criminalidade de todo o estado com foco nas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Também fazem parte do pacote de medidas a criação de um Núcleo de Inteligência no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com estrutura já montada, e o aumento da participação social no diagnóstico da criminalidade (conselhos comunitários de segurança terão uma participação mais efetiva).


