A maior empresa de petróleo dos Estados Unidos, a Exxon, e duas estatais europeias - a Petrogal, de Portugal, e a Statoil, da Noruega - já são donas de um pedaço importante do pré-sal brasileiro. As empresas, através de consórcio, arremataram a área Norte do Campo de Carcará, num lance em que 67,12% do óleo fica com a União.
O leilão foi realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). As três empresas disputaram a área, na Bacia de Santos, com a Shell. O leilão ofereceu áreas em que ainda é necessária atividade exploratória e acumulou um bônus de assinatura de R$ 2,85 bilhões, com uma previsão de R$ 456 milhões em investimentos. O único bloco que não recebeu propostas foi Pau Brasil, na Bacia de Santos. Com os bônus de assinatura da segunda e terceira rodadas, somados, o governo federal arrecadou R$ 6,15 bilhões.
No consórcio de Norte de Carcará, a Statoil ficou com 40 por cento de participação, a Exxon com outros 40 por cento, e a Petrogal, com 20 por cento. Norte de Carcará é uma área adjacente a Carcará, onde a Statoil detém participação majoritária, após acordo com a Petrobras de 2,5 bilhões de dólares. As petroleiras Galp, com 14 por cento de participação em Carcará, e Barra Energia, com 10 por cento, estão entre as outras sócias da área. A área de Sudoeste de Tartaruga Verde, no pré-sal da Bacia de Campos, que não havia registrado lances quando foi leiloada pela primeira vez, também não recebeu oferta em rodada de “repescagem".
RIO - O governo do estado do Rio de Janeiro estima que a receita em royalties com os blocos de exploração e produção de petróleo licitados em 2017 possa chegar a 22 bilhões de dólares até 2027. O secretário estadual da Casa Civil, Christino Áureo, disse que é difícil precisar uma estimativa, porque ainda é necessário que os volumes de produção se confirmem, mas afirma que espera que o fluxo de caixa fique mais confortável na próxima década.
O secretário defendeu que o regime de concessão é mais interessante para os estados e para as empresas que o regime de partilha, que vigora nos campos do pré-sal. Mesmo assim, ele acredita que, a partir de 2022, a produção nos blocos oferecidos nos leilões do dia 27 vai render ao estado bilhões de dólares em royalties. Se somados aos do pós-sal licitados na 14ª rodada, em setembro, o valor pode chegar a US$ 22 bilhões.


