O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou que os Estados Unidos sofrerão um “choque severo" se os limites de endividamento não aumentarem, e apelou para uma redução gradual da despesa pública. “O limite de endividamento federal deve ser rapidamente aumentado para evitar um choque severo para a economia americana e para os mercados financeiros mundiais", considerou o FMI no seu relatório anual sobre a economia americana. O chefe de gabinete de Obama, William Daley, já alertou que os próximos dias serão "cheios de estresse" para os americanos e para os mercados mundiais.
O Estado americano atingiu em 16 de maio os limites de endividamento, mas tem feito ajustamentos na despesa e na contabilidade pública, além das receitas fiscais para continuar operando normalmente. O FMI fez, no relatório anual, reparos quanto aos planos do governo americano e da maioria republicana na Câmara dos Representantes para reduzir o déficit nas contas públicas, defendendo uma redução gradual.
- As propostas oficiais de redução do déficit poderão estar demasiado concentradas no início da execução orçamental, tendo em conta a fraqueza do ciclo [econômico] e, ao mesmo tempo, serem insuficientes para estabilizar a dívida em meados da década - informa o relatório do FMI. O fundo prevê uma dívida pública americana de 99% do produto interno bruto em 2011 e de 103% em 2012, contra as previsões que o FMI tinha, em junho (98,3% e 102, 3%, respectivamente).
Os economistas do FMI recomendam assim que “os planos de redução de dívida incluam tantas medidas concretas quanto possível, e sublinharam que é essencial que exista uma exposição clara dos objetivos orçamentais a médio prazo, apoiados pelo Congresso". A receita que o FMI recomenda assim a Washington passa por controlar a redução da despesa e apostar no aumento da receita.


