Na véspera do prazo final para que os Estados Unidos elevem seu limite de endividamento, a Câmara dos Representantes finalmente aprovou, nesta segunda-feira (1º), o plano bipartidário formulado pelos líderes do Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, detalhou que a proposta prevê um corte de US$ 917 bilhões nos gastos domésticos ao longo de dez anos, além da formação de uma comissão para definir mais US$ 1,5 trilhão em redução de gastos até novembro.
O processo para que republicanos e democratas conseguissem fechar um acordo foi “bagunçado e levou muito tempo", nas palavras do próprio presidente Barack Obama. Na noite de domingo, Obama fez um pronunciamento para dizer que os líderes dos dois partidos haviam chegado a um acordo para elevar o limite da dívida dos Estados Unidos e evitar um default (termo técnico para “calote"). A primeira parte do acordo vai cortar cerca de US$ 1 trilhão nos próximos dez anos, segundo explicou Obama durante pronunciamento feito no domingo. Esta foi a terceira vez em menos de duas semanas que a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou um acordo sobre a redução do déficit orçamentário do país e a elevação do limite de endividamento do governo federal.
Na última sexta-feira, a Câmara aprovou um plano republicano, formulado por John Boehner, sobre o assunto. A votação deveria ter ocorrido na véspera, mas foi adiada pelo temor de que não haveria votos suficientes para aprovar as medidas. Poucas horas depois da aprovação na Câmara, o projeto foi rejeitado no Senado, de maioria democrata.
A luta contra o tempo do governo dos Estados Unidos visava preservar sua credibilidade de bom pagador. Caso o Congresso não chegue a um acordo até esta terça, o país pode ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há o risco de calote - que seria o primeiro da história americana.


