Estabelecimento tradicional de Duque de Caxias, o Hotel Municipal foi completamente demolido no final de semana. No local - avenida Governador Leonel Brizola número 1961 (antiga Presidente Kennedy) - não consta aviso de licença da obra e os operários que ali trabalham não souberam explicar que destino será dado ao imóvel. Comerciantes da área, porém, informaram que souberam, através de terceiros, que o local vai abrigar um grande prédio comercial.
O hotel ganhou o noticiário policial no dia 2 de março deste ano, quando o corpo da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, de apenas 6 anos, foi encontrado embaixo de uma cama do quarto 406. Ela estava desaparecida de casa há dois dias. Luciene Reis Santana, de 24 anos, foi acusada pelo pai da menina, Rony dos Santos de Oliveira, de ter sequestrado a criança por causa do fim do relacionamento entre os dois.
O antigo hotel que, segundo o jornalista Alberto Marques, foi sede provisória da Prefeitura em 1943, quando da emancipação do Distrito de Meriti, que pertencia a Iguaçu (atual Nova Iguaçu), foi, antes da tragédia, cogitado para ser transformado em um centro cultural. O presidente do Legislativo, Dalmar Lirio, o Mazinho, sugeriu a desapropriação à Prefeitura, para instalar ali um Centro Cultural e o Arquivo Púbico da cidade. Após a tragédia, porém, a deputada estadual Claise Maria Zito aprovou um projeto de resolução na Alerj recomendando ao governo do Estado a desapropriação do imóvel para a instalação de uma Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), que seria a primeira da Baixada Fluminense. O governo do Estado, porém, não deu continuidade ao projeto.


