Pioneira em desenvolvimento econômico e inclusão social, moeda comunitária incentiva o consumo interno e impulsiona o fortalecimento do comércio municipal.
A Prefeitura de Maricá celebra os 13 anos da moeda social Mumbuca, reconhecida como uma das principais políticas públicas de desenvolvimento econômico e inclusão social do município. Desenvolvida para assegurar renda à população e estimular o consumo interno, a iniciativa fortaleceu o comércio, ampliou a circulação de recursos e gerou novas oportunidades para empreendedores e trabalhadores maricaenses.
A presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello, explica que o programa nasceu para transformar a realidade de um município. “A Mumbuca surge em um contexto específico de cidade dormitório, com uma população que trabalhava e consumia nas cidades vizinhas. Quando o município cria um benefício para remunerar a população e fazer esse consumo acontecer dentro do território, a cidade passa a ter um crescimento econômico solidário muito significativo”, afirmou.
Em mais de uma década de atuação, a circulação da moeda permitiu que pequenos negócios informais se tornassem empreendimentos mais estruturados. “O principal impacto é o surgimento e o fortalecimento dos comércios locais. Vários negócios que antes existiam dentro das casas das pessoas, hoje são redes maiores. São 13 anos que comemoramos com orgulho, porque a Mumbuca marca uma trajetória concreta de desenvolvimento para dentro do município”, destacou Manuella.
Novo consultório móvel para atendimento à população em situação de rua começa a operar em Maricá
Maricá integra formação internacional sobre segurança pública e controle territorial na Colômbia
Governo do Estado investe meio bilhão em obras na Baixada Fluminense
Circulação contínua e impacto no comércio municipal
Atualmente, a Mumbuca representa cerca de 20% de toda a movimentação econômica mensal realizada em Maricá. Esse volume compreende tanto a utilização pelos beneficiários dos programas de transferência de renda quanto as transações diretas entre comerciantes, fornecedores e prestadores de serviço da cidade.
“Isso é muito significativo, porque mostra que a moeda social é usada por todos, inclusive pelo comércio local, que compra insumos e paga fornecedores em Mumbuca. Isso forma uma recirculação constante”, explicou a presidente do banco comunitário.
Por possuir abrangência e circulação restritas ao âmbito municipal, os recursos permanecem na cidade e beneficiam diretamente a economia local.
“Como o consumo acontece dentro do município, a riqueza permanece no território de forma descentralizada, o que é fundamental para promover o desenvolvimento local”, concluiu Manuella Mello.
Tags



