Placas e cartazes convocando a população para participar do ato político em defesa dos royalties do petróleo já foram expostos em vários pontos da cidade, como prédios públicos e túneis de grande circulação. Uma grande passeata de protesto está marcada para segunda-feira (26), com concentração às 14h, na Avenida Rio Branco, próximo à Igreja Candelária. A mobilização tem o objetivo de sensibilizar a presidente Dilma Rousseff e fazê-la vetar o projeto do deputado federal Vital do Rêgo (PMDB-PB), que altera a distribuição do dinheiro dos royalties do petróleo de áreas já licitadas e em exploração. De acordo com a proposta do parlamentar, boa parte da compensação financeira paga aos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que hoje produzem praticamente todo o petróleo do Brasil, seja redividida e direcionada a outros estados não produtores.
O governador Sérgio Cabral reafirmou que está mobilizando a população para participar d caminhada. Segundo ele, seu governo não se nega a discutir ou a negociar nova distribuição de royalties para o futuro, a partir de um novo marco regulatório, mas não aceita mexer com o que já foi licitado. “O Rio de Janeiro vai até perder no futuro, mas perde diante de uma nova distribuição (de royalties). Agora, com o que já foi leiloado, com o que já foi contratado, o que já faz parte das receitas do Estado, é uma violência sem tamanho".
Cabral ressaltou que os royalties são necessários ao Estado para o pagamento de aposentados e pensionistas, investimentos ambientais e até para pagamentos da dívida do Estado com a União. A presidenta Dilma Rousseff tem até o dia 30 de novembro para decidir sobre o projeto de lei. “Isso [o projeto de lei], na verdade, é um precedente perigosíssimo. Quem acha que está se beneficiando com isso não vai resolver problema de nenhum estado brasileiro, porque o volume de recursos não resolve nada no Brasil, mas é fundamental para o Rio de Janeiro. O que hoje se faz com o Rio amanhã se pode fazer com a Zona Franca de Manaus, com os incentivos do Nordeste, com os benefícios do Centro Oeste. Nem o povo do Rio nem nenhum político do Rio jamais levantou a voz para cobrar esses benefícios. O Rio de Janeiro sempre foi solidário com o Brasil e acho que o Brasil tem que ser solidário com o Rio" disse o governador.
Movimento "Veta Dilma" entra em campo no Engenhão
Após conquistar o tetracampeonato brasileiro, o Fluminense aderiu ao movimento "Veta Dilma", no domingo (18), no Estádio do Engenhão. Durante o intervalo da partida contra o Cruzeiro, gandulas entraram em campo, carregando a faixa “Contra a injustiça do projeto dos royalties", que lembra a importância da passeata oficial, marcada para a próxima segunda-feira (26). Os outros três grandes times cariocas - Flamengo, Vasco e Botafogo - também aderiram ao movimento com faixas da mobilização em defesa do Rio.


