
O Governo do Estado esperava apenas receber o mandado judicial de emissão de posse da área, onde desde 2006 vive um grupo de indígenas. Na noite desse sábado (12) o Batalhão de Choque da Polícia Militar tinha desmobilizado o cerco que fazia ao prédio desde o início da manhã, como ação preventiva para garantir a desocupação, que só poderia ser feita com o mandado judicial. Em nota, o Governo do Estado reafirma que a demolição do prédio integra o projeto de modernização do Complexo do Maracanã, “sendo parte importante na questão da mobilidade".
Representantes de dois órgãos do governo – Secretaria Estadual de Assistência Social e Empresa de Obras Públicas (Emop) – estiveram no sábado no local para, ainda de acordo com a nota, “atualizar os contatos com as pessoas que estão no prédio, de forma que, durante a semana, seja finalizado o cadastro social e haja remoção das pessoas, e logo que possível, a demolição do prédio" Responsável pelas obras de modernização do complexo com vistas à Copa do Mundo de 2014, a Emop já fez a licitação para a demolição do antigo museu, orçada em R$ 586 mil, mas o contrato com a empresa vencedora ainda não foi assinado.
Construído há 147 anos, o prédio abrigou a sede do Serviço de Proteção ao Índio, antecessor da atual Fundação Nacional do Índio (Funai). De 1953 a 1977, ali funcionou o museu, criado pelo antropólogo Darcy Ribeiro. Desde 1978, o Museu do Índio está instalado em um casarão na Rua das Palmeiras, em Botafogo, zona sul do Rio.


