Basf e Shell propõem fundo para atender a trabalhadores contaminados
- fev 18, 2013 - Por Redação Jornal Capital
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) fez nesta tarde da última quinta-feira (14) audiência de conciliação entre trabalhadores contaminados por uma indústria em Paulínia (SP) e as empresas Shell e Basf, antigas donas da fábrica. As discussões foram suspensas no meio da tarde e serão retomadas em audiência no Ministério Público do Trabalho nesta terça-feira (19), às 9h.
O processo corre desde 2007 e é considerado o maior da Justiça do Trabalho. O Ministério Público e sindicatos de ex-funcionários cobram reparação das empresas devido à contaminação por substâncias tóxicas emitidas pelo complexo industrial, criado em 1970. Na primeira e segunda instâncias, as empresas foram condenadas a pagar tratamento médico aos trabalhadores e familiares, além de danos morais e materiais, com valor atualizado em cerca de R$ 1 bilhão.
Na audiência do dia 24, representantes da Basf e da Shell ofereceram um fundo de R$ 50 milhões para tratamento médico das centenas de pessoas afetadas. Os procedimentos devem ser administrados pelas próprias vítimas e o valor do fundo pode ser reajustado conforme necessidade. As empresas ainda garantiram a disponibilidade de hospitais para atendimentos de emergência.
Segundo a proposta, as indenizações individuais devem ser calculadas conforme período trabalhado. A média, por grupo familiar, pode variar entre R$ 120 mil e R$ 330 mil. A empresa pretende indenizar 884 trabalhadores e dependentes, mas o Ministério Público do Trabalho acredita que o número correto de vítimas é 1.068. (Agência Brasil)



