Parentes de pessoas que estiveram internadas no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, conhecido como Hospital de Saracuruna denunciaram ao Capital que funcionários do necrotério daquela unidade estão realizando uma espécie de “operação tartaruga" para liberação dos corpos. A segunda denúncia foi feita nesta segunda-feira (3) diretamente à redação do jornal, pedindo, porém, preservação de suas identidades temendo sofrerem represália.
Na primeira denúncia recebida pelo jornal, na semana passada, os familiares do paciente que lá faleceu esbarraram na mesma morosidade para a liberação do corpo, tendo os mesmos constatado, uma “diferença no atendimento" que ocorreu com a remoção de outro corpo. “Eu vi dois carros de funerárias chegarem. Os motoristas desceram brincando e foram conversar com o funcionário do hospital e, em alguns minutos, bem rapidinho, foram embora com os corpos. Já o que veio buscar o meu pai, que tinha chegado bem antes, ficou aguardando horas para a liberação e nada adiantaram nossos protestos", disse M.R.
A nova denúncia coincide com a mesma narrativa da queixa anterior. “Não tive como evitar de bater boca com o funcionário do necrotério, que não demonstrava nenhum respeito com nosso sofrimento", afirmou J.S. “Vi que isso estava acontecendo com outros parentes também. A liberação durou algumas horas porque enfrentamos a má vontade do funcionário. Quem não briga, então, o tempo deve virar de um dia para o outro", acrescentou.


