A relevância dos investimentos para a economia brasileira poderá ser ainda maior em 2014, gerando resultados mais positivos, caso se confirmem as expectativas apresentadas no último dia 27 pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante entrevista à imprensa destinada a comentar os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. Segundo o ministro, licitações e concessões de aeroportos e estradas dão tom otimista às expectativas brasileiras em relação à economia, levando o governo a acreditar que “os investimentos aumentarão ainda mais" em 2014.
- A trajetória de investimentos no Brasil é crescente. Não sugiro números porque investimentos como os [do Campo] de Libra [o principal entre os do Pré-Sal] serão muito positivos para os próximos cinco anos. Haverá portanto crescimento dos investimentos - disse Mantega. “Com o programa de concessões, [a economia brasileira] receberá estímulo extra", acrescentou. Mantega descartou mais desonerações para o setor produtivo. Ressaltou a importância do aperto monetário para o aumento da confiança no país. “Não estamos implementando novos estímulos como exonerações em 2014 porque os [ocorridos anteriormente] estão fazendo efeitos hoje", disse ele. “Quanto ao aperto monetário, ele tem aspecto benéfico por controlar e reduzir a inflação. Isso gera condições favoráveis ao crescimento por causa do aumento da confiança que [por outro lado] diminui quando a inflação está elevada".
CRÉDITO - Na avaliação do ministro, existe um “paradoxo" na questão dos juros. “Ainda que aumentem no curto prazo, os juros podem cair no longo prazo. [Só que] os [cenários] de longo prazo são referência para o investidor, e podem acabar estimulando-o a aumentar negócios e investimentos".
- É verdade que as instituições brasileiras estão mais prudentes e liberando menos crédito. Mas em algum momento passarão a liberar porque com as condições serão mais seguras. O consumidor voltará a ter espaço para adquirir um pouco mais de crédito - disse. O ministro voltou a projetar uma taxa de investimento em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de 24% até 2020. Mantega destacou ainda a melhora do fundamentos da economia, com a inflação sob controle e a manutenção da política fiscal.
Guido Mantega também avaliou que o aperto monetário do Banco Central (BC), com elevação dos juros para segurar a inflação em patamares aceitáveis ou até reduzi-la, tem um aspecto benéfico, com condições favoráveis ao crescimento. Ontem (26) o BC elevou pela oitava vez seguida a taxa básica de juros (Selic), que passou para 10,75% ao ano. “Um dos aspectos do crescimento é a confiança. A confiança do consumidor. A confiança do investidor, que diminui quando a inflação está mais elevada. Ao tomar medidas que garantem que a inflação será reduzida, isso causa uma perspectiva positiva", disse. (Agência Brasil)


