Reajuste de 5,92% segue nova política de valorização, mas fica condicionado ao teto do Arcabouço Fiscal; PLDO também projeta valor de R$ 2.020 para 2030
O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/04), o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, estabelecendo a proposta para o novo salário mínimo de R$ 1.717. O valor representa um aumento nominal de 5,92% em relação ao piso atual e reflete a aplicação da fórmula de valorização que combina a inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Como o cálculo é feito
A nova regra de reajuste, retomada em 2023, busca garantir ganho real ao trabalhador. No entanto, o cálculo agora precisa respeitar as travas do Arcabouço Fiscal aprovadas no fim de 2024.
- Inflação (INPC): Projeção de 3,06% (acumulado de 12 meses até novembro).
- Ganho Real (PIB): Crescimento da economia em 2025, estimado em 2,3%.
- O Limite do Teto: O reajuste real deve ficar entre 0,6% e 2,5%. Como o PIB de 2,3% está dentro desse intervalo, ele pôde ser aplicado integralmente nesta proposta.
Projeções para os próximos anos
O PLDO não apenas define o valor para o próximo ano, mas também traça um cenário plurianual para o piso nacional. Vale lembrar que esses valores são preliminares e podem ser revistos de acordo com o comportamento da economia:
Ano | Valor Projetado |
2027 | R$ 1.717 |
2028 | R$ 1.812 |
2029 | R$ 1.913 |
2030 | R$ 2.020 |
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Impacto nas Contas Públicas
O salário mínimo é o principal indexador do orçamento federal, influenciando diretamente o pagamento de aposentadorias, pensões, BPC e o seguro-desemprego. O cumprimento do limite de 2,5% de crescimento real, determinado pelo pacote de corte de gastos de 2024, é visto pela equipe econômica como fundamental para manter a sustentabilidade da dívida pública e a credibilidade do novo regime fiscal.
A proposta agora segue para análise das comissões no Legislativo, onde parlamentares poderão discutir o impacto do novo valor no custo de vida e na manutenção do poder de compra da população. (com informações da Agência Brasil)
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