Câmara de Caxias convoca audiência pública
Os moradores da Vila Mariza, Vila Maria Helena e Figueira e Capivari estão mobilizados em busca de solução para vários problemas causados pela construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. Eles alegam que vem tentando uma solução para os problemas desde o início da construção, junto ao consórcio Odebrecht, responsável pelas obras, porém, sem resultados.
O vereador Eduardo Moreira, presidente da Câmara de Duque de Caxias, esteve no local acompanhado do Capital, visitando mais uma vez os problemas causados pelo consórcio Odebrecht e conversando com a população. O vereador lembrou que acompanha essa luta dos moradores há muito tempo, juntamente com o deputado estadual Geraldo Moreira e a Associação de Moradores. "Estamos lutando pela reestruturação dos bairros, de forma a reduzir esse impacto causado pela obra do Arco Metropolitano. Já tivemos reunião no canteiro da empreiteira com o então vice governador Pezão, o secretário de obras do Estado, doutor Hudson e os engenheiros da empreiteira, quando foi prometida a reestruturação e revitalização dos bairros. Depois tivemos várias reuniões com os engenheiros da empreiteira, eles prometeram também executar as obras que a comunidade precisa. O tempo passa e com essas reuniões e essas discussões, nada avançou", se indigna o parlamentar.
- Por isso a Câmara vai realizar uma audiência pública, convocando todos os responsáveis do governo do Estado, da secretaria de Obras da Prefeitura, da empreiteira, para que possamos achar uma solução. Quem tinha as ruas pavimentadas, hoje tem ruas esburacadas, quem tinha acesso seguro e rápido ao transporte público, hoje tem que andar um quilômetro a mais para ter esse serviço. Não podemos deixar essa obra acabar e o povo ficar para trás, sem solução desses problemas - prega Eduardo Moreira.
ABANDONO - “Tem dois anos que nós estamos lutando com isso. São muitos os problemas. Eles [construtora] passaram com mais de 2.000 caminhões de aterro em nosso bairro e deixaram as ruas cheias de buracos, as redes de drenagens assoreadas, diz o presidente da Associação de Moradores do bairro, Edenilson de Almeida, o Nena. “Acabaram com o nosso campo de futebol, deixaram um poste no meio da Estrada da Figueira, amarrado a uma árvore de eucalipto. Já pedimos várias vezes providências para esses e outros problemas mas eles não atendem a comunidade", disse o morador, citando vários outros problemas: “O sistema de drenagem das pistas do Arco foi mal feito e muitos moradores sofrem com o risco de terem suas casas inundadas, pois ele não dá vazão. A rede, que tem manilhas de 1,20m de diâmetro, joga todo o volume de água para uma vala assoreada que, por sua vez, desemboca em uma manilha de apenas 60cm de diâmetro. Um absurdo. Mas não acabou aí: Além de muitos buracos nas ruas, agora temos que andar um quilômetro a mais para pegar o ônibus. E o pior, não tem iluminação. Os riscos são maiores à noite, pois podemos cair numa dessas caixas de esgotos abertas ou ser vítimas de assaltos. Não podemos deixar de cobrar solução para tudo isso", completou.
Wanderley Rodrigues da Silva, que integra a diretoria da Associação e reside no local há 37 anos, também faz suas reivindicações: “Eles [construtora] vieram aqui e nos trouxeram muitos transtornos. Queremos que a obra seja terminada e que haja uma fiscalização para verificar se realmente está tudo dentro dos parâmetros que foi contratado. Sabemos que essa obra é muito cara, mas até aqui eles não deram conta do recado. A parte de estrutura de autopistas está tudo certo, mas em sua volta, está devendo tudo", completou.


