A disputa para o governo do Rio de Janeiro terá segundo turno entre os candidatos Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB). Pezão obteve 40,80% (3.242.356) dos votos, ficando à frente de Crivella, que termina o primeiro turno com 20,19% (1.619.041), superando Garotinho, do PR, que liderou a corrida estadual até duas semanas antes e que terminou com 19,58% (1.576.451) dos votos, em terceiro lugar. Lindberg Farias (PT) obteve 9,99% (798.850), Tarcísio Motta (Psol) 8,92% (712.699), Dayse Oliveira (PSTU) 0,42% (33.441) e Ney Nunes (PCB) 0,11% (8.949). A diferença de Crivella para Garotinho foi de apenas 42.654 à frente de Garotinho.
Luiz Fernando Pezão disse que não pretende mudar a estratégia usada pela sua campanha no primeiro turno da eleição, que o levou a conquistar o primeiro lugar nas escolhas dos eleitores. Informou que enfrentou no primeiro turno as críticas de quatro candidatos fortes e procurou sempre discutir propostas para o estado. Ele acrescentou que não ficou surpreso com a chegada do senador Marcelo Crivella (PRB) ao segundo turno, quando as pesquisas apontavam, desde o início, que o concorrente seria Anthony Garotinho (PR). Pezão destacou que disputará o segundo turno com tranquilidade.
- Teve muita gente falando uma porção de coisa no primeiro turno que a gente vai ter cada vez mais tempo de explicar no segundo turno, quando os tempos são iguais. Eu não tenho problema nenhum de debater com qualquer candidato. Quem debateu com quatro pode debater com um. Vejo com muita tranquilidade. Espero que a gente debata o futuro do estado, o que a gente não conseguiu porque foram só ataques e todos os quatro comentando o que a gente fez. Não vi nenhuma proposta para o futuro do estado - disse.
Marcello Crivella, por sua vez, prometeu fazer uma auditoria nas contas, contratos e licitações do atual governo, dirigido por Pezão. Em sua primeira entrevista após ter sido confirmado no segundo turno, no próximo dia 26, desbancando o até então favorito Anthony Garotinho (PR), Crivella também criticou os gastos dos demais candidatos nestas eleições, principalmente em material de campanha e cabos eleitorais. “Fica aqui minha primeira promessa de campanha. Vamos fazer com que todos os contratos, concessões e permissões sejam discutidos. Até porque quem defendia as concessionárias e permissionárias era a esposa do [ex-] governador [Sérgio Cabral]. Nós vamos tomar todas as atitudes em favor do interesse público", disse Crivella.


