Funcionários da prefeitura temem pelo futuro
Quem nunca ouviu falar do Rei Midas? Sim, aquele que tudo que tocava virava ouro. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um personagem contraria essa história. Washington Reis, um político que se julga “acima de tudo e de todos", onde põe a mão, vira problema. Mandatário do município pela segunda vez, hoje está com baixíssima aceitação. Com dez meses de governo, os eleitores ainda não viram nenhuma promessa virar realidade.
Senão vejamos: O Hospital do Olho foi uma espécie de “menina dos olhos" do então candidato, que jurou inaugurá-lo no dia do seu aniversário, 5 de abril. Terminou abril, nada. Veio maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e até agora nada. Viajou na maionese, ao prometer trazer os Rollling Stones ou o U2 para “animar" a inauguração. Prometeu também construir 50 creches. Nada até agora. O Midas das promessas.
O Hospital Dr. Moacyr do Carmo recebe a visita do prefeito quase todas as manhãs. Ali, cercado de correligionários e servidores comissionados, grava vídeos para o Facebook e faz, segundo apuramos, triagem entre os pacientes, puxando um e outro para alguma cirurgia. A fila de espera, porém, continua enorme. O Midas da medicina.
A construção do Cemitério Público é outra promessa de campanha e talvez a mais polêmica. Ele disse que o terreno era da prefeitura. Mas não era, apareceu o verdadeiro dono, que o acusou de invasão. Atropelando tudo, arrancou a vegetação nativa e passou a ser investigado de cometer crime ambiental pelo Ministério Público Federal e pela Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA). Recebeu uma notificação da justiça proibindo a inauguração do tal cemitério. A obra ganhou fama e transformou-se em um local de protestos por parte de servidores públicos que estão sem receber os salários. O Midas “Paraguaçu".
O Ceasa virou um vexame: o presidente da empresa, que é pública, desmentiu sua transferência para Duque de Caxias. Aí o prefeito mudou o discurso e disse que não é mais o Ceasa, é a Nova Ceasa. Na verdade, é um genérico da empresa. O Midas pirata.
Prometeu na campanha que não iria autorizar aumento no valor das passagens de ônibus. E o que vimos? Um reajuste de mais de 200% acima da inflação do ano anterior. Prometeu também acabar com a falta de água com a criação de uma central de abastecimento. Isso tudo seria resolvido em 90 dias. Já se passaram mais de 300 e nada ainda. O Midas enganador.
O funcionalismo acreditou e votou em massa no candidato Reis. A decepção veio a jato, com os salários atrasados e o corte de benefícios do Plano de Cargos e Salários que os professores conquistaram ao longo de anos. Para que a Câmara votasse sob pressão, convocou forte aparato de segurança. O Midas exterminador de direitos.
Está condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 7 anos de prisão por crime ambiental e com o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), porém até o momento, isso em nada mudou a vida da cidade nem alterou a rotina de uma administração marcada pela polêmica e desrespeito aos direitos do cidadão. O Midas impune.
São alguns casos de repercussão na cidade. A comparação do prefeito de Duque de Caxias à figura mitológica do Rei Midas foi captada em uma conversa com alguns funcionários antigos da prefeitura, assustados que estão com tudo que está acontecendo, “principalmente depois de notícias de aposentados portadores de doenças crônicas que estão com a saúde agravada e até mesmo caso de morte. Muitos que ainda resistem ao descalabro e à covardia estão tendo dívidas protestadas, telefone e luz cortados e sob forte medicação. O futuro, infelizmente, parece ser muito sombrio para a categoria" desabafou um funcionário que pediu para não ser identificado, após a invasão da sede da prefeitura por terceirizados da trabalham Refinaria Duque de Caxias.
- O Washington Reis Washington Reis perdeu a noção do que é ser governante. É truculento com mulheres que o questionam, não respeita pais de alunos. Para ele, trabalhador deve ser recebido a bala - desabafou um servidor. “Duque de Caxias tem um “Rei Midas" às avessas. Tudo que toca vira m...", completou. Para esses profissionais, “o prefeito deve ser responsabilizado pelos problemas que vem causando, seja de natureza econômica, seja de natureza física ou psicológica. Tem aposentados morrendo. Isso tem que ter fim", exigem os servidores.


