Um abaixo-assinado idealizado pelo ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel defendendo a candidatura de Lula ao Nobel da Paz já conta com mais de 210 mil assinaturas. O argentino, que ganhou a honraria em 1980 e após iniciar a campanha na internet, justificou a candidatura pelo esforço do ex-presidente no combate à fome e à desigualdade social no seu governo, entre 2003 e 2010.
Esta semana, outro Prêmio Nobel da Paz aderiu à campanha para que Lula, já considerado “preso político" por lideranças de vários países, para receber o prêmio. Trata-se do egípcio Mohamed El-Bardei, que em 2005 recebeu o prêmio em nome da Agência Internacional de Agência Atômica. A assinatura de El-Baradei também é extremamente importante, porque ele acompanhou as negociações conduzidas pelo Brasil e pela Turquia sobre o programa nuclear iraniano.
Lula está preso desde o último dia 7 na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele começou a cumprir a pena imposta pelo TRF-4. Esquivel cita alguns dados para tentar mostrar a importância do governo Lula nas questões da fome, renda, emprego e educação. Segundo ele, a porcentagem dos que viviam com menos de US$ 3,10 por dia (o equivalente a cerca de R$ 10) caiu de 11% em 2003 para 4% em 2012.
Houve ainda a criação de 15 milhões de empregos em seus dois governos e a taxa de desemprego caiu 50%. "O mundo reconhece que houve um antes e um depois na história do desigual Brasil após a Presidência de Luiz Inácio da Silva. A contribuição dele para a paz está entre os feitos mais concretos da vida do povo brasileiro", acrescentou Esquivel.


