No último domingo (24), eleições suplementares definiram os novos prefeitos de dois municípios da Região dos Lagos. Em Cabo Frio, o vencedor foi o candidato Adriano Guilherme de Teves Moreno, o Dr. Adriano, da coligação "Mudança Verdadeira" (Rede/PCdoB), com 68,58% dos votos válidos. Já em Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, o Marcelino da Farmácia (PV), recebeu 50,24% dos votos válidos e será o novo prefeito.
Os votos recebidos por candidatos que concorreram na situação "indeferido com recurso" foram computados e constam do banco de dados, mas não aparecem na divulgação geral dos resultados. A diplomação dos eleitos deve ocorrer até 16 de julho, em datas a serem ainda definidas pelos juízes eleitorais dos municípios. Os mandatos das chapas vencedoras vão até 31 de dezembro de 2020.
PROBLEMAS
Em Cabo Frio, 16 urnas tiveram problemas técnicos e precisaram ser substituídas. Não houve detenções devido à prática de boca de urna. A totalização dos votos terminou às 20h57. Não compareceram à eleição 49.810 eleitores, o que representa 34,31% dos eleitores aptos a votar. Brancos e nulos somaram 47,2% dos votos.
Já em Rio das Ostras, ao longo do domingo, foram registradas cinco detenções por boca de urna e uma por desacato. Além disso, houve substituições de urnas em 19 seções eleitorais, por problemas técnicos. No município, a totalização dos votos foi encerrada às 20h15. Brancos e nulos somaram 13,93% dos votos, e 20,67% do eleitorado apto não compareceu à urnas.
Quem não pôde votar tem até 60 dias, a contar da data da eleição, para justificar a ausência. A justificativa pode ser feita pela internet, no site do TRE-RJ, ou diretamente no cartório eleitoral.
TERESÓPOLIS
Em Teresópolis, a eleição suplementar ocorreu no último dia 3. Com 36,58% dos votos válidos, o candidato Vinicius Claussen, da coligação "Frente pela Mudança" (PPS/PRB), tornou-se o novo prefeito. Em segundo lugar, ficou Dr. Luiz Ribeiro (PMDB), que recebeu 23.478 votos, uma diferença de apenas 22 votos para o primeiro colocado. O mandato da chapa vencedora vai até o dia 31 de dezembro de 2020.
Foi a primeira vez que o município passou por uma eleição com identificação híbrida, ou seja, os eleitores que já tinham feito a biometria foram identificados pelas digitais, enquanto que os demais foram identificados de forma usual. "A identificação biométrica se mostrou eficiente, a votação foi ágil porque, entre outros motivos, contamos com mesários motivados e comprometidos", afirmou o juiz da 195ª Zona Eleitoral, Mauro Penna Macedo Guita. Atualmente, cerca de 25% do eleitorado do município já passou pelo procedimento de cadastro biométrico.


