Depois de sofrer três derrotas eleitorais em um mês, o governo argentino se prepara para o teste político mais importante até as eleições presidenciais: as primárias amplas, simultâneas e obrigatórias de 14 de agosto. No próximo domingo, pela primeira vez na história, 28 milhões de argentinos vão às urnas para escolher que candidatos disputarão as eleições presidenciais de 23 de outubro.
Depois da derrota dos candidatos governistas na capital Buenos Aires e na província de Santa Fé, a província de Córdoba, segundo maior distrito eleitoral depois da província de Buenos Aires, elegeu como governador o peronista Juan Manuel de La Sota. A presidenta Cristina Kirchner não apoiou ninguém, formalmente, nessa eleição.
Dez coalizões e frentes partidárias têm candidatos a presidente e vice. Só que cada uma delas apresentou uma única dupla, escolhida a dedo. Sem disputa interna nos partidos, as primárias perderam o sentido. Mas como foram mantidas e o voto é obrigatório, as primárias estão sendo consideradas uma espécie de pré-eleição. Estima-se que os eleitores votarão, já nas primárias, no partido que querem ver no poder.



