A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, obteve vitória expressiva nas eleições primárias realizadas domingo (14) no país, confirmando seu favoritismo para a eleição presidencial em 23 de outubro. O segundo colocado foi o deputado Ricardo Alfonsín (União Cívica Radical, a UCR), enquanto o terceiro lugar ficou com o ex-presidente Eduardo Duhalde (União Popular). Se as eleições presidenciais argentinas fossem hoje, a presidenta Cristina Kirchner seria reeleita no primeiro turno, com o apoio de 50% do eleitorado. Ela teria mais votos que todos os partidos da oposição juntos, indicam os resultados oficiais das primeiras primárias. 22 milhões de argentinos foram às urnas para decidir quem disputará as eleições presidenciais de 23 de outubro.
As eleições primárias funcionam como uma espécie de termômetro para as eleições de outubro. Para vencer no primeiro turno, o candidato deve receber mais de 40% dos votos e 10% de diferença para o segundo colocado. O segundo turno ocorrerá em 10 de dezembro. Dos dez candidatos que participaram das primárias para a Presidência, três não conseguiram a votação mínima exigida de 1,5% e não disputarão o primeiro turno da eleição presidencial.
Paralelamente, cerca de 29 milhões de eleitores foram às urnas para escolher candidatos a governador, senador e deputado. Para os analistas políticos, os resultados mostraram a debilidade da oposição - fragmentada - no cenário político argentino. "Ou a oposição se reorganiza e apresenta uma proposta mais atraente ou repetirá a derrota na eleição presidencial", disse Rosendo Fraga, do Instituto Poliarquía. Emocionada, Cristina Kircher compartilhou o palco com a filha, Florência, e com seu candidato a vice, o ministro da Economia, Amado Boudou. Os seguidores da presidenta ergueram bandeiras, bateram tambores e cantaram a tradicional marcha peronista – ligada ao movimento político fundado pelo ex-presidente Juan Domingo Perón, nos anos 40.


