A OSX, empresa do grupo EBX dedicada à construção de plataformas de petróleo, começa a construir em julho seu estaleiro no porto do Açu, depois de receber licença de instalação concedida pelo órgão ambiental do Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento, chamado pela empresa de maior estaleiro da América Latina, tem como foco garantir a campanha de exploração da OGX, braço petrolífero do grupo do empresário Eike Batista. O início das obras vai ocorrer pouco depois do previsto pela OSX.
No início de abril, o diretor financeiro da companhia, Roberto Monteiro, estimou que o projeto de R$ 3 bilhões começaria a ser erguido em maio, após receber em abril a licença de instalação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a OSX, a construção do estaleiro no porto do Açu, parte de um grande complexo industrial que o grupo de Batista está erguendo no Estado fluminense e que incluirá siderúrgica e usina de energia, entre outros, vai empregar 14 mil funcionários diretos. O estaleiro da OSX conta com parceria tecnológica da sul-coreana Hyundai Heavy e terá capacidade para construir até 6 plataformas por ano numa primeira fase
- A relação do megaempresário Eike Batista com o governador Sérgio Cabral tomou conta do noticiário nos últimos dias, após a queda de um helicóptero em Porto Seguro, no último dia 17, quando morreram sete pessoas, entre elas a futura nora de Cabral. O governador havia viajado antes, para o Jacumã Ocean Resort, de propriedade do piloto, Marcelo Mattoso de Almeida - um ex-doleiro acusado de fraude cambial há 15 anos e de crime ambiental de sua empresa, a First Class, na Praia do Iguaçu, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. A viagem foi feita em um jatinho do empresário Eike Batista, em companhia de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. Eike doou R$ 750 mil para a campanha de Cabral em 2010. Ele se comprometeu ainda a investir R$ 40 milhões no projeto das UPPs, a menina dos olhos da segurança do Rio. O assunto teve tanto destaque que deputados pretendem criminalizar o recebimento de favores de quem tem negócios com o Estado. "Essas práticas são imorais, mas ainda não são ilegais no Estado do Rio", diz o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que deve apresentar um projeto de lei nesta semana.


