Operação Hemostase: Polícia Civil prende 14 traficantes por extorsão e monopólio de internet na Baixada
- abr 28, 2026
Ação da 23ª DP com apoio da Core mira lideranças do Comando Vermelho em Duque de Caxias; criminosos obrigavam moradores a contratar serviços da facção sob ameaça
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (28/04), a Operação Hemostase, com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa da facção Comando Vermelho que atuava em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação, que mobilizou cerca de 120 agentes, foca em traficantes acusados de extorsão e ameaças contra moradores das comunidades Rua Sete, Rasta e Vila Urussaí. Até o fechamento desta edição, 14 mandados de prisão já haviam sido cumpridos.
A investigação, conduzida pela 23ª DP (Méier) em parceria com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, revelou um sistema de opressão onde o tráfico impunha o monopólio de serviços básicos para aumentar os lucros da organização.
O "Golpe da Internet": moradores eram obrigados a contratar serviço do tráfico
Um dos principais pontos da investigação aponta que os criminosos controlavam de forma exclusiva o fornecimento de internet nas comunidades. Os moradores eram coagidos a contratar o serviço oferecido pela facção, sendo proibidos de utilizar operadoras convencionais.
Aqueles que resistiam ou tentavam manter contratos com empresas legais eram alvo de ameaças diretas. Segundo a Polícia Civil, essa prática tornou-se uma das principais fontes de arrecadação do grupo, funcionando como um "imposto" criminoso sobre um serviço essencial.
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Estrutura da Operação e Lideranças
A ofensiva contou com o apoio estratégico de diversas unidades especializadas, incluindo:
- Core (Coordenadoria de Recursos Especiais);
- DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital);
- DGPI (Departamento-Geral de Polícia do Interior).
Entre os alvos, três investigados são apontados como as principais lideranças do tráfico nas localidades de Rua Sete, Rasta e Vila Urussaí. Além do tráfico e da extorsão, o grupo é suspeito de gerenciar um esquema de lavagem de dinheiro e de coordenar roubos de cargas e veículos em pontos estratégicos da Baixada Fluminense.
As provas reunidas durante meses de monitoramento permitiram que a Justiça expedisse os mandados de prisão e de busca e apreensão, que seguem sendo cumpridos ao longo do dia para desmantelar a logística financeira da facção.



