Conforme o Capital noticiou em sua última edição, os eleitores do município de Magé irão escolher novo prefeito em eleições suplementares marcadas para o próximo dia 31. O pleito, que aconteceria no dia 17, foi suspenso pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia 22 de junho através de liminar pedida pelo presidente da Câmara Municipal, Leonardo Franco (PP), o Leonardo da Vila, (PP), decisão que provocou um racha no Legislativo, conforme noticiou o Capital na penúltima edição. A liminar, porém, foi reconsiderada pelo mesmo órgão através da ministra Nancy Andrighi, no último dia 1º, sendo a nova data da eleição - 31 de julho - marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O pleito é disputado por seis candidatos: Álvaro Alencar (PT), Ezequiel Siqueira (PC do B), Genivaldo Gomes, o Batata (PPS), Nestor Vidal (PMDB), Octaciano Gomes, o Piano (PSOL), e Werner Saraiva (PT do B). A ex-prefeita Núbia Cozzolino (PMDB), condenada por improbidade administrativa, e seu vice Rozan Gomes da Silva (PSL) estão impedidos de participar da eleição por terem sido cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral. O vereador Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB), irmão da ex-prefeita cassada Núbia Cozolino, foi empossado prefeito no último dia 30, devendo permanecer no cargo até a conclusão do processo eleitoral. O município conta com cerca de 160 mil eleitores habilitados a votarem.
CASSAÇÃO – A nova eleição terá de ocorrer devido à cassação dos candidatos eleitos em 2008, a prefeita Núbia Cozzolino (PMDB) e o vice Rozan Gomes da Silva (PSL). Em setembro de 2009, a Justiça determinou o afastamento da prefeita, acusada, pelo Ministério Público, de formação de quadrilha e peculato em razão de supostas fraudes na folha de pagamento do município e em licitações na compra de uniformes escolares. Antes, em março daquele ano, a Justiça Eleitoral cassou o registro e o diploma de Núbia por "uso indevido de meio de comunicação". Em setembro do ano passado, o TRE-RJ manteve a decisão. Segundo o TRE, nas eleições de 2008, Núbia teria distribuído 50 mil exemplares de um jornal em que criticava sua concorrente no pleito, Narriman Zito (PRB), com manchetes como: "rainha do superfaturamento" e "isso sim é corrupção". Núbia também foi condenada pelo envolvimento de funcionárias da prefeitura na distribuição do jornal em horário de expediente e pela distribuição de 5.000 panfletos sobre um programa social da prefeitura suspenso pelo Ministério Público Eleitoral. A 110ª Zona Eleitoral decretou sua inelegibilidade por três anos e imputou-lhe multa no valor de R$ 106.410,00.
A cassação de Núbia Cozzolino resultou de uma ação civil pública por atos de promoção pessoal, perdendo a função pública de prefeita e ficando com os direitos políticos suspensos. Mesmo afastada do cargo, segundo o Ministério Público, Núbia continuou “com total ingerência, de fato, na administração municipal". Entre outras coisas, a ex-prefeita ficou ainda obrigada a ressarcir integralmente o dano causado ao município de Magé. A condenação por improbidade administrativa foi confirmada pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça em abril último.
NOVA ELEIÇÃO - A eleição suplementar, que havia sido determinada pelo TRE, foi marcada inicialmente para o dia 17 de julho. Porém, através de um Mandado de Segurança impetrado por Dinho, em nome do Legislativo, o qual presidia, o pleito foi suspenso pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nancy Andrighi, no dia 22 de junho. A ministra, depois de receber as informações solicitadas ao TRE, voltou atrás e reconsiderou a decisão no último dia 1º, sendo a campanha reiniciada no dia seguinte. O pedido de suspensão da eleição suplementar apresentava como argumento não ter sido o Legislativo notificado sobre a vacância dos cargos de prefeito e do vice. O TRE, porém, comunicou a dupla vacância e autorizou que o Legislativo empossasse Dinho como prefeito. Com isso, a ministra decidiu tornar sem efeito sua decisão anterior, uma vez que, assim, não havia mais sustentação o pedido de liminar. Núbia havia renunciado ao mandado em 31 de março, assumindo o cargo o vice Rozan Gomes, que se licenciou pouco depois.
CANDIDATOS - Dos seis candidatos oficializados pelo Tribunal Regional Eleitoral, três se destacam entre os eleitores: Genivaldo Gomes, o Batata (PPS), Nestor Vidal (aliança PMDB-PSDB-PSL-PSC), e Werner Benites Saraiva da Fonseca (coligação PTdoB-PTC). Genivaldo Gomes, vereador, é empresário do ramo da construção civil; Nestor Vidal, suplente de deputado federal, é empresário da área de saúde, e conta com apoios importantes como o governador Sérgio Cabral, do vice-Pezão e dos senadores Francisco Dornelles e Marcelo Crivella; o vereador Werner Saraiva é o candidato que conta com o apoio da família Cozzolino.


