Como a moagem de cana-de-açúcar será menor que a esperada na safra 2011/2012, o mercado terá menos etanol, afetando os preços do combustível nas bombas. A avaliação é de Sérgio Prado, representante da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) em Ribeirão Preto (SP). “Isso pressiona os preços, com certeza, porque a oferta é muito mais reduzida do que a necessidade do mercado de biocombustível, no caso, o etanol. Isso faz com que se tenha uma oferta muita justa em relação à demanda", disse, sem fazer projeção de quando os preços voltarão a subir.
Prado negou, em entrevista à Agência Brasil, no último dia 13, que vá ocorrer desabastecimento no mercado. “Não tivemos desabastecimento e nem há previsão de que haja desabastecimento e nem falta de produto nas bombas. O que vai haver é uma oferta muito mais restrita do que se poderia imaginar e do que o mercado espera em função do consumo do mercado flex", declarou.
Segundo ele, a melhoria da oferta do produto poderia ocorrer de duas maneiras. A primeira delas, com melhor aproveitamento da área agrícola existente. A segunda seria feita a médio e longo prazo, com a ampliação dos investimentos no setor. “Temos convicção de que é necessário investir, a partir de agora, R$ 80 bilhões no prazo de dez anos, tanto na lavoura quanto na ampliação de fábricas, para que tenhamos uma oferta adicional de 400 milhões de toneladas".
Na estimativa divulgada, a Unica estima que a safra 2011/2012 será 4,21% menor que a safra passada, atingindo 533,50 milhões de toneladas. A entidade também prevê que a produção de etanol deve chegar a 22,54 bilhões de litros nesta safra, 11,19% menor que os 25,38 bilhões de litros da safra anterior.


