O economista e ex-comissário europeu italiano Mario Monti foi oficialmente encarregado de formar governo pelo presidente da República de Itália, Giorgio Napolitano. A informação foi confirmada pela Presidência italiana no fim da tarde de domingo (13), horário local. A nomeação foi feita no final de um longo dia de consultas do presidente para assegurar consenso e uma maioria parlamentar a um governo liderado por Monti. Segundo a Constituição italiana, a nomeação deve ser aprovada no prazo de dez dias pelas duas câmaras do parlamento.
A Itália, segundo a agência Dow Jones, se comprometeu a cortar 300 mil postos de trabalho no setor público até 2014 e irá acelerar o aumento já estipulado da idade mínima para pleitear aposentadoria, em uma carta enviada à Comissão Europeia. De acordo com a agência noticiosa, a carta onde estão incluídos estes e outros compromissos foi enviada pelo ministro das Finanças, Giulio Tremonti (prestes a sair do governo, após a demissão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi), em resposta a várias inquietudes dos responsáveis europeus.
A carta explica que o governo tomou medidas nos últimos três anos que permitirão essa redução de 300 mil postos de trabalho na função pública e inclui ainda compromissos para agilizar o mercado de trabalho, deixando claro que os sistemas de monitoração das despesas do Estado italiano já estão sendo aplicados nos principais ministérios. Em relação às pensões, a carta explica que a idade legal de aposentadoria, na Itália, já é 65 anos para os homens, com essa mesma regra a ser estendida, a partir do próximo ano, para as mulheres no setor público, com o compromisso de aumentar rapidamente a idade mínima para as mulheres que trabalham no setor privado.


