Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro em casa após apreensão de arma com segurança
- jun 20, 2026
Oitiva presencial foi marcada para a próxima terça-feira (23); ministro do STF deu prazo de 48 horas para defesa esclarecer rotina de agentes noturnos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) a colheita do depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A oitiva ocorre no âmbito das investigações sobre uma arma de fogo de sua propriedade que foi apreendida pela Polícia Militar com um de seus seguranças. O caso está sob a condução da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Moraes atendeu prontamente ao pedido de autorização apresentado pelo delegado Thiago Boing, responsável pelo inquérito. Pela determinação judicial, o depoimento será realizado de forma presencial na próxima terça-feira (23), às 15h, na residência de Bolsonaro, local onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
A intervenção do STF foi necessária após o delegado relatar, na quinta-feira (17), que tentou intimar o ex-presidente anteriormente, mas foi impedido de realizar o procedimento pela própria equipe de segurança de Bolsonaro.
Na mesma decisão, o ministro estipulou um prazo de 48 horas para que os advogados do ex-presidente informem oficialmente à Corte se os agentes responsáveis por sua segurança pessoal são dispensados do serviço durante o período noturno.
Blitz flagrou servidor do GSI com pistola Glock
O armamento que motivou a investigação foi apreendido por volta das 23h30 da última segunda-feira (15), durante uma abordagem de rotina em um ponto de bloqueio da PM no Pistão Norte, na região administrativa de Taguatinga (DF).
Ao ser parado em um veículo modelo Honda Civic, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e declarou aos policiais que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. No interior do automóvel, os militares encontraram a arma — uma pistola calibre 9 milímetros (mm) da marca Glock — acompanhada de um carregador sobressalente.
Conduzido à delegacia de polícia, o servidor do GSI prestou depoimento e alegou que o armamento havia apresentado uma pane mecânica. Ele relatou ter retirado a pistola no próprio dia 15 com o objetivo exclusivo de levá-la para um conserto técnico, planejando devolvê-la ao ex-presidente no dia seguinte.
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Defesa confirma propriedade da arma
A defesa de Jair Bolsonaro confirmou publicamente que o ex-presidente é o legítimo proprietário do armamento apreendido.
Segundo a nota emitida pelos advogados, a pistola havia sido repassada ao segurança estritamente para que fosse encaminhada à manutenção. A equipe jurídica ressaltou ainda que o ex-presidente possui autorização legal e não está proibido de manter o equipamento em sua residência.
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