Polícia Civil do Rio cria o NUCRIPTO para rastrear lavagem de dinheiro com moedas digitais
- jun 30, 2026
Nova unidade especializada vai atuar contra golpes virtuais e crimes financeiros após a descoberta de fazendas de criptomoedas controladas por facções criminosas
A Polícia Civil deu um passo estratégico no combate aos crimes de alta tecnologia e ao sufocamento financeiro de organizações criminosas. Foi criado o Núcleo de Apoio às Investigações com Ativos Virtuais (NUCRIPTO), uma unidade especializada desenvolvida especificamente para dar suporte técnico e monitorar movimentações financeiras de origem ilícita baseadas em criptomoedas e outros ativos digitais.
A nova estrutura será diretamente coordenada pelo Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD). O foco principal do NUCRIPTO será auxiliar as delegacias distritais e especializadas no desmonte de esquemas de lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e golpes virtuais complexos.
Especialistas contra o crime tecnológico
Para fazer frente ao avanço das facções, o núcleo contará com uma equipe de especialistas preparados para rastrear os criptoativos. O uso desse tipo de moeda digital tem se tornado uma ferramenta frequente para organizações criminosas que buscam ocultar, dissimular e movimentar recursos bilionários obtidos por meio de atividades ilícitas, tentando escapar dos mecanismos tradicionais de fiscalização bancária.
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Fazendas clandestinas na Maré, no Lins e na Baixada
A necessidade de um braço especializado da polícia se consolidou após recentes operações de inteligência. Nas últimas semanas, as forças de segurança estaduais estouraram diversas fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas instaladas em locais como o Complexo do Lins, o Complexo da Maré e em municípios da Baixada Fluminense.
Durante as incursões, os agentes apreenderam centenas de computadores e processadores de alto desempenho. Para manter as máquinas funcionando ininterruptamente, os criminosos recorriam a vultosas ligações irregulares de energia elétrica — os populares "gatos". Essas descobertas acenderam o alerta nas autoridades e reforçam que o crime organizado vem diversificando de forma rápida suas fontes de financiamento, utilizando a tecnologia para expandir e consolidar sua capacidade econômica no estado.
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