A presidenta da Petrobras, Graça Foster, reafirmou que não há risco de desabastecimento de gás no país. O gás é usado, por exemplo, para abastecer as usinas térmicas que são acionadas para complementar o sistema elétrico quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixos. “Não há possibilidade de falta de gás. Temos dois terminais de liquefação que estamos usando com metade da capacidade", afirmou Graça, após reunião com o vice-presidente Michel Temer, no ultimo dia 16.
Ela disse que conversou com Temer sobre os fluxos comerciais de gás no país. Segundo a presidenta da Petrobras, até setembro deste ano, a empresa inaugura o terceiro terminal de liquefação de gás, localizado na Bahia. Temos gás nacional, gás da Bolívia com flexibilidade. Então, está tudo sob controle", ressaltou.
Petrobras não poderá usar rio para transportar equipamentos pesados
A Petrobras não poderá utilizar o Rio Guaxindiba, que corta a Área de Proteção Ambiental (APA) Guapimirim para realizar as operações de transporte de equipamentos pesados destinados à construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A informação foi dada dia 16 pelo secretário estadual do Ambiente, Calos Minc. A decisão foi tomada em comum acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da APA Guapimirim.
O Rio Guaxindiba, que desemboca na Baía de Guanabara, passa pela APA Guapimirim, que abriga o último grande manguezal preservado da baía. Na avaliação do secretário, como a dragagem do leito do Rio Guaxindiba envolveria mais de 100 mil metros cúbicos de sedimentos retirados, seria necessário um Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e a realização de audiência pública para um eventual licenciamento, “o que poderia atrasar ainda mais essa opção". Minc disse que a Petrobras está executando investimentos da ordem de R$ 600 milhões na região, exigidos como contrapartida para o licenciamento ambiental do Comperj.


