Usuários do RioCard e do Bilhete Único que fazem recargas em estabelecimentos credenciados da rede Ponto Certo agora estão sendo obrigados a pagar uma taxa média de 2 por cento sobre os valores de recarga. Ao todo, são cerca de 1.200 pontos de recarga. A cobrança, que chegou a ser instituída em 2012 e depois suspensa, se tornou legal em março último, após decisão judicial favorável à Fetranspor em processo da 2ª Vara Empresarial do TJRJ. Segundo a RioCard, a taxa cobre custos da administradora Ponto Certo.
Para não pagar os 2% sobre os valores recarregados o usuário deve procurar as agências do Banco Itaú ou uma das lojas ou postos da RioCard, que pertence à Fetranspor, onde não há obrigatoriedade do pagamento da taxa. Os endereços podem ser consultados no site www.cartaoriocard.com.br. Além de postos RioCard no Centro, Ilha, Bangu, Madureira, Ipanema e Barra, as recargas podem ser feitas em 11 municípios: Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Niterói, Campos, Macaé, Magé, Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e São João de Meriti.
Os terminais de auto-atendimento do RioCard também não cobram a taxa de recarga. Essas maquinas estão localizadas nos seguintes pontos: Central do Brasil, estações das barcas na Praça XV e no Centro de Niterói e estações do BRT TransOeste.
CARTÃO - Não é só o valor das passagens que intriga os usuários de ônibus no Estado do Rio. Se um dos cartões RioCard - o Bilhete Único ou o Carioca - for perdido, roubado ou danificado, o passageiro precisa pagar R$ 17,50 pelo seu cancelamento e posterior troca por um novo. O valor é mais do que o triplo do cobrado pelos principais bancos do país na segunda via dos cartões de débito e mais do que o dobro do custo de um cartão de crédito. Outro serviço cobrado é a mudança de um cartão RioCard pessoal, no qual o usuário faz a recarga, para o de vale-transporte, em que a empresa onde ele trabalha é que deposita o valor todo mês. Ambos, porém, têm a mesma função. Nem os usuários que têm o cartão gratuidade estão isentos da cobrança. Estudantes, idosos e deficientes físicos também precisam tirar do bolso o alto custo por um novo cartão. Isso sem falar nos usuários que têm o cartão danificado, não por falta de cuidado, mas devido ao longo tempo de uso.


