Depois de quase quatro meses, chegou ao fim o horário de verão 2013/2014. Os relógios foram atrasados em uma hora à meia-noite do último sábado (15), nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porque estavam adiantados desde o dia 20 de outubro do ano passado. O principal objetivo do horário de verão é a economia de energia no horário de maior consumo (das 18h às 21h), possível com o melhor aproveitamento da luminosidade natural. Com a redução, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS), Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul. A economia teria atingido R$ 405 milhões nos 120 dias da vigência da medida, instituída pela primeira vez no verão de 1931/1932.
Passado o horário de verão, os consumidores podem colaborar para que o consumo de energia seja reduzido, adotando medidas simples no dia a dia. Uma cartilha da Agência Nacional de Energia Elétrica orienta os usuários sobre o uso racional da energia, que, além de economizar na conta de luz, ajuda a evitar a escassez no futuro. Algumas dicas são conhecidas dos consumidores, como apagar a luz ao sair de um ambiente, usar lâmpadas fluorescentes compactas; preferir a luz natural durante o dia e desligar o chuveiro enquanto se ensaboa. Outras orientações não são tão conhecidas, como a pintura de paredes internas e teto com cores claras, que refletem melhor a luz natural. A Aneel também aconselha a não reaproveitar a resistência do chuveiro queimada, porque, além de perigosa, a prática aumenta o consumo de energia, entre muitas outras medidas.
Nos últimos dias, o nível dos reservatórios das hidrelétricas está abaixo da média, especialmente no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país. O governo diz que o sistema elétrico brasileiro está equilibrado. Segundo o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico, a não ser que ocorra algo excepcional, não há dificuldade no suprimento de energia no país em 2014. (Agência Brasil)


