Os primeiros 71 quilômetros do Arco Metropolitano foram inaugurados no último dia 1º pela presidenta Dilma Rousseff e o governador Luiz Fernando Pezão. O trecho foi construído por meio da Secretaria Estadual de Obras e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A obra foi iniciada em 2008 através do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e sua extensão total é de 145 quilômetros. O custo é de R$ 1,9 bilhão. Ao longo da obra foram realizadas mais de três mil desapropriações, 156 obras de viadutos, pontes, passarelas e passagens subterrâneas. Durante a solenidade de inauguração do Arco Metropolitano foi assinado também um convênio entre o governo do estado, Cedae e a Caixa Econômica Federal (CEF), para a implantação da adutora Guandu 2, no valor de R$ 3.4 bilhões que irá fornecer água para toda a Baixada Fluminense.
O Arco Metropolitano, que promove uma maior integração entre os municípios de Duque de Caxias, Guapimirim, Japeri, Magé, Nova Iguaçu e Seropédica, interliga as principais rodovias federais do Grande Rio. A obra foi concebida para ajudar a desafogar as vias expressas de entrada e saída do Rio, como a Ponte Rio-Niterói, Avenida Brasil e as linhas Vermelha e Amarela. Além da construção dos 71 quilômetros, também integram o arco 22 quilômetros da BR-116, entre a BR-040 e a localidade de Santa Guilhermina, em Magé; um trecho já duplicado de 26 quilômetros da BR-101 Sul e 25 quilômetros da BR-493 até a BR-101 Norte, em Itaboraí, cuja obra de duplicação já foi contratada. A estimativa inicial é de que mais de 30 mil veículos por dia usem a rodovia na época da inauguração (10 mil carretas e caminhões e 22 mil veículos leves), atingindo 45 mil no ano de 2030.
- O que caracteriza o Arco é a imensa oportunidade que ele abre do ponto de vista da logística, ligando rodovias e porto. O Arco Metropolitano vai gerar oportunidades sociais e econômicas - disse a presidenta. “O Arco é esperado pela população fluminense há mais de 40 anos. Está é uma data histórica. A obra, que empregou mais de sete mil trabalhadores, vai ajudar a melhorar a mobilidade e o desenvolvimento da região", afirmou o governador.
Obra vai impulsionar o desenvolvimento
econômico da Baixada Fluminense
O Arco Metropolitano vai consolidar o Estado do Rio como um dos principais centros logísticos do país, além de impulsionar o desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda principalmente na Baixada Fluminense. A rodovia também permitirá a ligação do Porto de Itaguaí ao complexo industrial e siderúrgico do entorno com o Comperj - o maior complexo petroquímico em execução pela Petrobras -, em Itaboraí. Outros empreendimentos industriais e de distribuição de mercadorias também serão beneficiados. O Arco será essencial ainda para o crescimento do segmento de cargas, dando mais agilidade, qualidade e rapidez ao setor de transportes. Segundo estudos da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio), haverá uma redução de até 20% no custo dos transportes de cargas.
Já as cidades da Baixada diretamente influenciadas pelo Arco Metropolitano já começaram a se beneficiar com a implantação da estrada. Grandes indústrias e centros de distribuição de produtos e mercadorias estão se instalando no entorno da rodovia. No momento, há 38 empreendimentos entre licenciados e em licenciamento ambiental para se instalar em algum ponto do entorno do Arco. Segundo estudos da Firjan, a abertura deste trecho do Arco deve alavancar o PIB (Produto Interno Bruto) do estado em R$ 1,8 bilhão.
O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, que também participou da inauguração, enfatizou a importância da obra. “A partir do Arco Metropolitano vamos criar um grupo de trabalho com o objetivo de captar empresas que queiram se instalar no entorno da via. Principalmente as de logística. Caxias é uma cidade privilegiada. Estamos perto de um aeroporto (Internacional Tom Jobim), dois portos (Rio de Janeiro e Itaguaí), e de rodovias que cortam o país". Ele destacou ainda, durante sua fala, a parceria entre os governos federal, estadual e municipal, citando o programa habitacional Minha casa, Minha vida como “o maior projeto de moradia do país".
“Baixada será uma das regiões mais ricas do Rio"
A presidenta Dilma Rousseff, disse que o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro transformará a Baixada Fluminense em uma das regiões mais ricas do estado do Rio de Janeiro. “Esta região vai se transformar em uma das mais ricas do estado do Rio de Janeiro. Podem cobrar isso no futuro. Aqui foi dado passo essencial para gerar emprego de qualidade, para melhorar a vida da população que vive aqui", disse a presidenta.
A Baixada Fluminense concentra uma parcela grande da população da região metropolitana do Rio de Janeiro e é conhecida por problemas de pobreza, moradia, urbanização e saneamento básico. Segundo a presidenta, o Arco Metropolitano abre oportunidades do ponto de vista logístico, econômico e social. “O arco liga rodovias e um porto. É algo estratégico. Liga também grandes obras que estão sendo realizadas, como o Comperj [Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí]. Ao fazer isto, abre acesso a um território que estava desocupado na Baixada. Abre oportunidades sociais e econômicas. É um arco que pode ser chamado de caminho do futuro, caminho de oportunidades para instalação de empresas. Duvido que tenha lugar tão adequado para se instalar uma empresa como este arco", afirmou a Dilma. Ela também citou que o arco trará mais segurança aos moradores do Grande Rio, uma vez que tirará das ruas das cidades um tráfego pesado. “Tráfego pesado sempre causa acidentes e acidentes causam mortes. Mortes por transito são a principal causa de morte no Brasil".
A demora na conclusão da obra, que levou sete anos, também foi lembrada pela presidenta da República, que citou as dificuldades para a construção da rodovia de 71 quilômetros, como as desapropriações, descobertas de sítios arqueológicos e os desafios ambientais. “E tivemos também a história da perereca. Todo mundo ria da perereca. A Dona Filó deu um trabalhão", brincou Dilma, ao citar o caso do anfíbio Physalaemus soaresi, em perigo de extinção, encontrado em uma região por onde passava a rodovia e que provocou o atraso da obra. (Agência Brasil)


