Fonte de energia limpa e sustentável, a iluminação solar tem sido utilizada em obras do Governo do Estado. Arco Metropolitano, dois viadutos em Japeri, o Maracanã e a Biblioteca Parque, no centro do Rio, que ganhou um prêmio inédito na área de sustentabilidade, são alguma das intervenções, concebidas com foco em economia de energia e redução da agressão ao meio ambiente. Após sua inauguração, em 2014, o Arco Metropolitano começou a receber iluminação especial. Ao longo dos 72 quilômetros da via, já foram colocados 4,3 mil postes com placas de energia solar acopladas e lâmpadas de LED. Com isso, a rodovia passará a ser uma das maiores estradas do mundo iluminadas com o uso de fonte energética renovável. “A economia gerada equivale ao consumo de energia convencional de cerca de 5 mil famílias de baixa renda", disse o secretário de Obras, José Iran Peixoto Junior.A luz solar é captada pelas placas e convertida em energia elétrica que, armazenada em baterias, alimenta as luminárias à noite. Equipadas com um sensor, as lâmpadas se apagam com a luz do dia.
Reinaugurada em março do ano passado, a Biblioteca Parque também foi idealizada sob o conceito da redução dos impactos ambientais. O espaço ganhou a Certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) Ouro, selo que atesta a sustentabilidade do empreendimento e a qualidade dos sistemas implantados. É a primeira vez que uma biblioteca brasileira recebe a premiação.
O projeto conta com uma usina de geração de energia fotovoltaica, com cerca de 40 kW pico de potência instalada e capaz de gerar 50 MWh por ano, assegurando a economia no consumo de energia. Foram implantados 162 módulos monocristalinos, apoiados em estrutura fixada na cobertura, e seis inversores que transformam a energia para uso no sistema elétrico. O Maracanã ganhou projeto sustentável semelhante. O Maracanã Solar é um moderno sistema de geração e utilização de energia solar com potencial de iluminar todo o espaço. O projeto recebeu investimentos privados de R$ 12 milhões e conta com 1.552 módulos fotovoltaicos, totalizando uma área de 2.380 m2. Fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o Consórcio Maracanã Solar - formado pela Light Esco e pela Electricité de France -, o projeto integra o Rio Capital da Energia.
A economia gerada e a ausência de danos ao meio ambiente são alguns dos benefícios do uso da luz solar. Enquanto uma luminária convencional de vapor de sódio consome 400 Watts de energia e tem vida útil de apenas um ano e meio, a lâmpada de LED consome 150 Watts com vida útil de 10 anos, em média, evitando manutenções corretivas frequentes.


