Uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre contrabando no Brasil, feita entre os dias 23 e 25 de fevereiro deste ano, com 2.056 pessoas ouvidas em 130 municípios de pequeno, médio e grande porte, de regiões metropolitanas e cidades do interior do país, mostrou o que pensa o brasileiro em relação ao contrabando e à falta de ação do governo no combate ao crime. No trabalho, o Datafolha indicou algumas frases. Na frase "produtos contrabandeados trazem prejuízo ao Brasil e a sua indústria", conforme a pesquisa, 76% concordam totalmente e 13% em parte, 2% não concordam e nem discordam e 7% discordam da frase, sendo que 5% discordam totalmente e 3% em parte. Não souberam responder 1%. Já quando a frase foi "produtos contrabandeados incentivam o crime organizado e o tráfico de drogas e armas", 77% acompanharam totalmente e 11% em parte, 1% não concorda e nem discorda e 9% discordam, 6% totalmente e 3% em parte. Não opinaram 2%.
Roberto Lima defendeu o reforço das ações de combate nas fronteiras e a redução dos impostos de produtos que mais sofrem ação de contrabando, para torná-los mais baratos, e menos atrativos para este tipo de crime. O diretor informou que o contrabando de cigarro está no alto da lista de produtos que entraram ilegalmente no Brasil em 2015. Também estão na lista eletrodomésticos, artigos de vestuário, óculos, itens de informática, relógios, medicamentos e brinquedos para bebês, o que pode trazer problemas de saúde para as crianças, por conter produtos químicos. “Dos R$ 115 bilhões, há R$ 702 milhões só com cigarro. Entram pelo Mato Grosso do Sul. São cigarros fabricados no Paraguai", revelou. (Agência Brasil)


