Picciani chegou por volta das 12h à Superintendência da Polícia Federal, onde prestou depoimento e ficou durante cerca de três horas. Em nota, a Fetranspor negou envolvimento em práticas ilícitas e afirmou que "no curso da investigação será comprovado que nenhum membro da federação participou de qualquer irregularidade".
A operação, movida pela força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal do Rio, foca o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A delação premiada do ex-presidente do órgão Jonas Lopes de Carvalho Filho levou a mandados de prisão contra cinco conselheiros do órgão, envolvidos em pelo menos dois esquemas de arrecadação de propina. Segundo os investigadores, eles faziam vista grossa para irregularidades praticadas por empreiteiras e empresas de ônibus que operam no estado. Foram alvos de prisão temporária os conselheiros Aloysio Neves (atual presidente); Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco. Também foi preso o ex-conselheiro Aluísio Gama. Além dos mandados de detenção, foram também determinados bloqueios de bens e valores dos envolvidos.


