Governador em exercício e presidente da República participam de lançamento no Complexo Naval de Itaguaí
O governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, acompanhou o presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (11/12), nas cerimônias de batismo e lançamento do submarino Humaitá (S-41) e de integração das seções Tonelero (S-42), no Complexo Naval de Itaguaí.
O evento integra as comemorações do Dia do Marinheiro (13 de dezembro). Na ocasião também foi apresentado o resultado do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), considerado o maior investimento atual do país na área de defesa.
O Humaitá é o segundo da classe, fruto da cooperação tecnológica com a França, que já lançou ao mar o submarino Riachuelo, que está em fase de testes finais, com previsão de ser entregue para operação à Marinha em 2021, quando estará armado e pronto para cumprir suas missões.
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- Sinto-me honrado de estar ao lado de pessoas que contribuem para uma Marinha forte. Estamos tendo a oportunidade de testemunhar feitos de nossa instituição naval. Este programa contribui para a nossa defesa. O Brasil segue convicto de que este e outros investimentos são de envergadura para o nosso país - disse o presidente da República, Jair Bolsonaro.
No total, estão planejados quatro submarinos do tipo convencional, movidos à bateria, recarregadas por motor a diesel. O Toneleiro, terceiro da série, tem previsão de lançamento em dezembro de 2021, seguido pelo último convencional, o Angostura, planejado para ser lançado em dezembro de 2022.
O valor total estimado pela Marinha para os quatro submarinos convencionais é de 100 milhões de euros, o equivalente a cerca R$ 630 milhões, em câmbio atual. Os quatro somados equivalem ao mesmo valor orçado para o submarino movido por energia nuclear, também 100 milhões de euros.
Capacidade
Os submarinos convencionais têm uma capacidade operativa de até 80 dias no mar, podendo ficar submersos por até cinco dias, sem necessidade de vir à tona para influxo de ar aos motores a diesel, o que garante um grande raio de ação, podendo ir sem paradas, por exemplo, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul.
Propulsão nuclear
Futuramente, seguindo o planejamento atual, o Brasil contará com um submarino com propulsão nuclear, em 2033, batizado de Álvaro Alberto, em homenagem ao almirante que foi um dos grandes incentivadores do programa nuclear da Marinha. O início da construção do submarino nuclear está previsto para o segundo semestre de 2022. O submarino nuclear poderá ficar submerso por um tempo muito maior que os convencionais, pois não precisa vir à tona para alimentar seu sistema de propulsão, que não depende de ar.
O contra-almirante André Martins, gerente de Infraestrutura Industrial do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), destacou que é fundamental ao Brasil resguardar a faixa da Amazônia Azul, por onde passa a maior parte do comércio marítimo nacional e onde estão localizadas as principais jazidas de petróleo do país.
Ainda segundo o militar, somente dez países em todo o mundo, incluindo o Brasil, fabricam submarinos convencionais. E apenas cinco países, atualmente, produzem submarinos nucleares, time ao qual o país irá se juntar dentro de mais alguns anos: “nossos submarinos contribuem com a defesa nacional, permitindo que o Brasil preserve suas riquezas e seu mar territorial".
Também participaram do evento os ministros da Defesa, Fernando Azevedo, de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, ministro do Gabinete de Segurança institucional, general Augusto Heleno, além de representantes da Marinha e da Aeronáutica. (Com informações da Agência Brasil)


