O Brasil começa a semana ainda sem um nome definido para suceder Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. Vazada a notícia da saída do general no final de semana, surgiram de imediato no cenário político alguns nomes para sucedê-lo, entre eles destacando-se o da cardiologista Ludhmila Hajjar, defendida por políticos do chamado “centrão" e do presidente da Câmara Arthur Lira.
Defensora da ética, da técnica e da ciência, no enfrentamento da Covid-19, a médica já esteve com o presidente Bolsonaro para tratar do assunto, no entanto declinou do convite. Isso porque, após seu nome ter sido anunciado, foi vítima de guerrilha virtual por parte dos seguidores do presidente, o que para ela significou que não haveria autonomia no cumprimento do cargo. Ou seja, um nome certo para um lugar errado: nada no sentido de defender o uso de máscara, de vacina e de isolamento social, entre outras medidas cobradas pela sociedade.
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Trocar seis por meia dúzia não dá, até o “centrão" reconhece. Enquanto não houver uma definição dentro do próprio governo de qual é o papel de um ministro diante de uma pandemia, de que a estrutura governamental deva ser voltada para um enfrentamento do ponto de vista técnico e científico, vamos assistindo uma sucessão de troca-troca. Aguardemos os próximos capítulos dessa novela que não termina e que tantas vidas mais continuarão sendo sacrificadas diante da falta de políticas concretas de enfrentamento a nível nacional. (Da redação, Josué Cardoso)



