O presidente da Câmara de Duque de Caxias, vereador Dalmar Lírio de Almeida Filho, o Mazinho, em entrevista ao Capital, negou uma suposta operação da Polícia Federal em centros sociais que seriam controlados por ele, conforme noticia divulgada no final de semana. Mazinho esclareceu que os centros sociais do projeto Amigo foram visitados por fiscais do TRE que estavam cumprindo uma Mandado de Verificação expedido pela juíza eleitoral Mafalda Lucchese, da 126ª ZE, datado de 2 de setembro. O fato gerou muita especulação e grande repercussão nas redes sociais.
O Capital obteve cópia do processo nº 26-88.2011.6.19.0126, que teve origem em uma denúncia protocolada pelo PSDB-Duque de Caxias, dia 27 de julho, com cópia ao Ministério Público Eleitoral, contra o vereador, dando conta da existência de “flagrante atitude de campanha eleitoral antecipada" em seis “entidades assistencialistas" e requer “a devida apuração das infrações" através do Ministério Público e “intervenção para a coibição da continuidade de tais atos", através de diligências nos locais apontados.
A denúncia, feita à Procuradora Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, doutora Mônica Campos de Ré, no dia 27 de julho último, e que originou o processo, é assinada pela advogada Vânia Aieta.
Indagado sobre a origem da denúncia, o vereador disse acreditar que o episódio teve motivação política, “uma vez que sou pré-candidato à prefeitura em 2012".


