Trinta pessoas foram presas, 40 galpões de reciclagem vistoriados, dos quais 30 foram interditados e multados por falta de licença ambiental. Uma fábrica clandestina de carvão também foi destruída. Este foi o saldo da megaoperação deflagrada dia 11 para reprimir crimes ambientais em Jardim Gramacho, Duque de Caxias. A ação mobilizou 230 pessoas, entre fiscais da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e agentes das polícias Federal, Militar e Civil, além do Batalhão Florestal.
O comboio, que reuniu cerca de 40 veículos, incluindo dois micro-ônibus da Polícia Militar e duas ambulâncias, saiu às 7 horas da manhã da sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, com destino a Jardim Gramacho. Ao chegar ao local, os policiais foram divididos em grupos e fizeram uma varredura em 40 galpões de reciclagem. Trinta foram autuados, multados e interditados por funcionarem sem licença ambiental e por descartarem lixo em área protegida, o que configura crime ambiental.
Os policiais também encontraram depósitos de lixo clandestino, onde era realizada queima de material eletrônico, além de produtos perigosos armazenados de forma inadequada. Pelo menos 30 pessoas foram presas. O delegado de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal, Fábio Scliar, destacou a importância da operação ter sido realizada em parceria com outros órgãos e afirmou que vai intensificar ações para coibir crimes ambientais.


