
Apenas nove municípios do Estado do Rio de Janeiro assinaram adesão ao "Programa Crack, é Possível Vencer", do governo Federal. Com isso, Duque de Caxias deixa de ter ampliados os serviços de saúde e de receber uma base móvel do programa. Na região da Baixada Fluminense, as prefeituras que assinaram foram Belford Roxo e São João de Meriti. A entrega dos ônibus fez parte de ações do programa em São Paulo, em Brasília e no Rio de Janeiro. Neste último, além dos dois municípios citados, também assinaram Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Macaé, Magé, Niterói, Petrópolis e Volta Redonda. As informações são da Agência Brasil.
A operação dos ônibus promoverá o policiamento das regiões mais vulneráveis, além de coibir o tráfico e oferecer serviços de saúde e assistência social aos usuários. “É, na verdade, uma filosofia de integração entre segurança pública, saúde e assistência social, que nós estamos desenvolvendo neste programa [Crack, é Possível Vencer]", explica o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante a cerimônia realizada em São Paulo.
Para monitorar locais onde dependentes fazem uso de crack e oferecer o primeiro atendimento em saúde, o programa fez a doação ao Rio de Janeiro de cinco ônibus equipados com câmeras, escritórios, cozinha e banheiros. Cada unidade custou R$ 2 milhões. Os ônibus têm 20 câmeras com capacidade de capturar imagens até 500 metros de distância e dispositivo infravermelho, para ser usado à noite. O objetivo é ler placas de carro e detectar a venda e o consumo da droga no entorno da unidade. Um telescópio acoplado permite monitorar câmeras da prefeitura e se comunicar com o Centro de Operações. Na capital fluminense, os veículos estarão na Lapa, Central do Brasil, Catete e Complexo da Maré. O quinto será itinerante. Todos funcionarão 24 hs e serão operados pela Guarda Municipal.
Presente à solenidade de entregue, realizada na sexta-feira (24), a secretária executiva do Ministério da Saúde, Maria Amaral, destacou o impacto do uso da droga e ressaltou que não existe uma única forma de resolver o problema. “A complexidade da dependência das drogas não aceita uma solução única. Por isso, é preciso articulação entre os entes da federação e integração entre diferentes políticas públicas", afirmou.
EXPLICAÇÃO – A subcoordenadora municipal do plano no município, Nilzete Costa, da Secretaria de Saúde de Duque de Caxias, explicou ao Capítal que o plano está sendo analisado pelo governo Federal e que o município formou, em fevereiro, o seu Comitê Gestor, “que é a instância municipal de governança compartilhada do programa, responsável pelo planejamento, acompanhamento e monitoramento das ações relativas ao uso do crack, álcool e outras drogas". Acrescentou que o CAPs AD II, após a implantação do novo programa, passará para tipo III. E concluiu informando que está para ser criado um Centro de Referência para abrigamento e tratamento de usuários de crack, álcool e outras drogas em Xerém, por uma instituição que atua na área da saúde e que pretende credenciar os leitos junto ao Estado.


