A Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pela deputada Claise Maria (PSD), realiza nesta terça-feira (20), às 10h, no auditório Senador Nelson Carneiro, uma audiência pública para discutir a situação das calçadas na cidade do Rio. “A ideia é melhorar a qualidade de vida não apenas dos idosos, mas também da pessoa com deficiência. Não é aceitável que a capital do estado, palco da final da Copa do Mundo de 2014 e sede dos Jogos Olímpicos de 2016, seja refém de um problema de tão fácil solução", argumenta a parlamentar. Há cerca de 20 dias, Beatriz Segall, de 87 anos, se acidentou ao tropeçar em pedras soltas de uma calçada na zona sul da cidade do Rio. Não fosse pela fama da atriz, que ficou com hematomas pelo rosto, talvez o caso não ganhasse tanta repercussão. Porém, ele é emblemático para discutir a conservação das cidades fluminenses e deve servir de reflexão para as autoridades.
Em 2012, a deputada Claise Maria liderou uma primeira audiência pública na Alerj justamente para discutir os riscos da má conservação das calçadas para os idosos. O objetivo era dar condições dignas de locomoção para eles. Durante a audiência, foram ouvidos muitos casos semelhantes ao da atriz Beatriz Segall. “A partir deste debate, apresentei em plenária o projeto de lei 1.266/2012. A meta era adequar a Lei Estadual 5.192/2008, referente à elaboração do Plano Diretor Metropolitano do Estado do Rio, acrescentando a acessibilidade aos objetivos relevantes que o plano deveria abordar. Vejo agora que o caminho estava correto. As experiências revelaram que atividades simples como ir ao teatro, ao banco, ao supermercado ou pegar um ônibus podem se transformar em verdadeiros desafios, e com consequências graves. Por isso, para que o plano diretor seja eficaz é fundamental conceder acessibilidade a quem tem mobilidade reduzida", reforça.
Para este novo debate, foram convidados representantes das secretarias de Estado de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida e de Assistência Social e Direitos Humanos, além do Ministério Público do Idoso, da Defensoria Pública e da Vara da Infância, Juventude e Idoso. O auditório é localizado no prédio anexo ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj, no Centro do Rio.


