A produção da Unidade de Coque da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), foi interrompida na noite do último sábado (4) depois de um incêndio. A informação foi confirmada pela Agência Brasil junto a Petrobras, que formou uma comissão para apurar as causas. A empresa informou que o incêndio ficou restrito a um equipamento específico e não houve vítimas e nem danos ao meio ambiente. Ainda de acordo com a Petrobras, todos os sistemas e procedimentos de segurança funcionaram conforme o previsto e a Unidade de Coque está preservada. A empresa disse também que estava mantendo as autoridades competentes informadas sobre a evolução dos trabalhos.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias), Simão Zanardi, alertou para a importância de diminuir o ritmo de trabalho das máquinas ma refinaria após o acidente. “É necessário parar para uma manutenção preventiva", assinalou. Segundo ele, a falta de investimento em refinarias, para atender à demanda crescente por combustíveis no país, está forçando a Petrobras a utilizar a capacidade máxima de refino, o que pode colocar em risco a estrutura de produção e até mesmo os trabalhadores do setor. No dia do incêndio na Reduc, que interrompeu a produção de combustíveis por pelo menos 10 dias, ela trabalhando com 120% da capacidade de suas máquinas, impedindo até mesmo a manutenção do local, segundo o presidente do Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias), Simão Zanardi. O acidente trará um prejuízo de R$ 500 mil por dia para a Petrobras, já que essa é a lucratividade diária da refinaria, de acordo com o sindicalista.
Para o líder petroleiro, o Brasil precisa construir mais refinarias para entrar na autossuficiência de refino de petróleo e conseguir diminuir o gasto com importações. Mas isso só irá acontecer quando o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Refinaria Abreu e Lima ficarem prontos, em meados de 2020, afirmou ele. As obras, segundo Zanardi, já sofreram diversos atrasos.
Zanardi disse ter enviado documento para a estatal, ao Ministério Público e ao Ministério do Trabalho alertando sobre o risco grave e iminente de acidentes por conta do aumento de carga, mas, segundo ele, não foram tomadas medidas de prevenção.


