Polícia Civil do Rio deflagra operação contra grupo que movimentou R$ 338 milhões
- mai 20, 2026
Ação mira organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e clonagem de cartões; agentes já apreenderam carros de luxo e R$ 250 mil em espécie
A Polícia Civil realiza, nesta quarta-feira (20/05), uma megaoperação batizada de "Tarja Oculta". O objetivo principal da ação é desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade financeira, investigada por suspeita de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, clonagem de cartões de crédito e diversas outras fraudes financeiras de grande porte.
De acordo com as investigações oficiais, o grupo criminoso teria movimentado a cifra impressionante de mais de R$ 338 milhões em um intervalo de cinco anos, compreendido entre 2017 e 2022. Desde o início das primeiras horas do dia, equipes policiais estão nas ruas para cumprir diversos mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos ligados aos principais alvos nas zonas Sudoeste e Norte do Rio de Janeiro.
Força-tarefa nas ruas e primeiras apreensões
Esta fase ostensiva da Operação Tarja Oculta conta com uma forte mobilização e cooperação de múltiplos setores da instituição. Participam da ação equipes especializadas da:
- Coordenadoria de Recursos Especiais (Core);
- Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE);
- Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC);
- Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).
No balanço parcial divulgado pelas autoridades locais, os policiais já conseguiram apreender três veículos de luxo e cerca de R$ 250 mil em espécie nos locais vistoriados.
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Como funcionava o esquema milionário de fraude
O pontapé inicial das investigações ocorreu no ano de 2022. A Polícia Civil abriu o inquérito logo após uma instituição bancária reportar um alerta de movimentação considerada atípica em suas contas. O gatilho para a suspeita do banco foi uma tentativa ousada de saque no valor de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, diretamente no caixa de uma agência.
Com o avanço do trabalho de inteligência, os inspetores identificaram, até o momento, ao menos 25 pessoas suspeitas de integrar de forma ativa a estrutura criminosa. A engenharia financeira do grupo era robusta e operava de forma altamente profissional, dividida em seis núcleos específicos de atuação.
Para burlar a fiscalização, os saques em espécie eram realizados de forma fracionada. Essa estratégia tinha o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores por órgãos de controle e fraudar os mecanismos de conformidade financeira das empresas e bancos que eram vítimas do golpe.
As investigações são sustentadas por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). Os documentos fiscais apontam que havia uma intensa e constante circulação de recursos entre os próprios investigados. Além disso, a polícia identificou movimentações milionárias em contas de operadores que apresentavam um padrão de vida e operações totalmente incompatíveis com a capacidade econômica declarada formalmente.



