A estabilidade na taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país na passagem de abril para maio, em 6,4%, reflete um ritmo de abertura de postos de trabalho ainda insuficiente para atender à pressão do mercado. A avaliação é do gerente da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 22. De acordo com a pesquisa, no entanto, na comparação com maio de 2010, quando a taxa ficou em 7,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual.
- Esse resultado de estabilidade é consequência do não crescimento da população ocupada em termos suficientes para atender à demanda de desocupação. A população ocupada cresce em algumas regiões e em setores específicos, mas não foi suficiente para, no conjunto das seis regiões metropolitanas, apresentar queda na desocupação - explicou. Segundo Azeredo, apesar da manutenção do patamar do mês anterior, o mercado de trabalho sinaliza uma recuperação, com queda na desocupação em algumas regiões em função da abertura de vagas principalmente na indústria. No do Rio de Janeiro, cuja taxa de desemprego subiu de 4,8% para 5,4% de abril para maio, Cimar Azeredo acredita que é necessário esperar os resultados das próximas pesquisas para avaliar as causas da “elevação inesperada".
Ainda de acordo com o levantamento do IBGE, o nível da ocupação, que representa a proporção da população ocupada em relação às pessoas em idade economicamente ativa, foi estimado em 53,6% em maio para o conjunto das seis regiões metropolitanas. A taxa ficou estável em relação a abril e subiu 0,6 ponto porcentual na comparação com o mesmo período de 2010. "Há um crescimento da população ocupada e esse crescimento é positivo. Ele está sempre devagar e indo à frente. Está crescendo gradativamente de janeiro para cá", destacou Cimar Azeredo.


