As bolsas de valores norte-americanas desabaram no primeiro dia de negociações após o rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos, na sexta-feira (5). Os três principais índices do país registraram quedas superiores a 5%. O índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, que acompanha o desempenho das 30 principais empresas dos Estados Unidos, fechou a segunda-feira (8) com queda de 5,55%, abaixo dos 11 mil pontos, pela primeira vez desde outubro do ano passado. O índice Nasdaq, que mede o desempenho das empresas do setor de tecnologia, caiu 6,9%. O S&P 500, que monitora as ações de 500 empresas, perdeu 6,66%.
Além da diminuição da nota do país pela agência de classificação de risco Standard & Poor's na última sexta-feira, os investidores norte-americanos tiveram de lidar com mais notícias ruins. A agência também rebaixou nesta segunda-feira as notas das instituições financeiras Fannie Mae e Freddie Mac, que atuam no refinanciamento de hipotecas. A Standard & Poor's informou ainda que existe um terço de chances de a nota da dívida dos Estados Unidos ser reduzida novamente.
O dia também foi de turbulência nas bolsas europeias. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais ações da Europa, recuou 3,4% e fechou a segunda-feira em 936 pontos, no menor valor desde agosto de 2009. Em Frankfurt, o índice Dax despencou 5,02%, a maior queda entre as bolsas da Europa. A segunda maior retração ocorreu com o índice CAC40, da Bolsa de Paris, que caiu 4,68%. O índice Financial Times, em Londres, fechou o dia com perda de 3,39%.
Beneficiadas pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar títulos emitidos pelos governos locais, as Bolsas da Itália e da Espanha recuaram menos. Na Bolsa de Milão, o indicador FTSE MIB cedeu 2,35%. E, em Madri, o índice Ibex35 teve queda de 2,44%.


