Depois de registrar quedas acentuadas no início dos negócios de hoje (9), as principais ações européias operam instáveis, oscilando entre altas e baixas. As bolsas de valores de Londres, Milão, Paris e Madri têm o mesmo comportamento. Perto das 10h35 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300, que mede as principais ações européias, registrava queda de 0,21%, depois de registrar leve queda no começo da manhã. No mesmo horário, o índice FTSE 100, da Bolsa de Valores de Londres (Inglaterra), que chegou a cair cerca de 5%, chegou a ter leve queda e subia 0,18%.
O índice CAC 40, de Paris (França), subia 0,34%, aos 3,135.70 pontos. O Ibex 35, de Madri, caía 1,61%. A bolsa de Milão subia 0,31%. O índice Dax, de Frankfurt (Alemanha), contudo, ainda registrava queda. No mesmo horário, o recuo era de quase 2%. "Parece que o mercado está extremamente exagerado do lado descendente. Um monte de venda forçada estava acontecendo na parte da manhã, o que pressionou de forma exagerada as quedas", disse Manoj Ladwa, analista da ETX Capital.
O mercado internacional enfrenta o segundo dia de negociações após o rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos na sexta-feira (5) pela agência Standard and Poor’s. Os mercados aguardam a reação do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que tem reunião nesta manhã e deve anunciar nova taxa de juros da economia durante a tarde.
Bovespa também se recupera
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em recuperação e elevou os ganhos no fim da manhã. Por volta de 11h45, o Ibovespa, índice de referência do mercado, subia 4,12%, aos 50.673 pontos, uma recuperação significativa após a queda de 8,08%, aos 48.668 pontos, na segunda-feira negra dos mercados - maior tombo desde 22 de outubro de 2008 e menor patamar desde 30 de abril de 2009. As bolsas americanas também operam em recuperação.
Ontem (8), a Bovespa fechou em forte queda. O Ibovespa acompanhou o movimento internacional e fechou com queda de 8,08%, aos 48.668 pontos. Por volta das 15h20, o Ibovespa chegou a cair 9,74%, ficando muito próximo de ter suas operações suspensas pelo mecanismo intitulado 'circuit breaker' - regra que interrompe a negociação das ações por meia hora quando o índice atinge 10%. A bolsa brasileira registrou nesta segunda o menor patamar de fechamento desde 30 de abril de 2009 (47.289) e a maior queda diária desde 22 de outubro de 2008, auge da crise financeira desencadeada pela quebra do banco Lehman Brothers, quando o Ibovespa caiu 10,18%, e acionou o 'circuit breaker' pela última vez.


